Ondina falou enquanto piscava para Dandara.
A intenção era bastante clara.
Parecia dizer: “Não foi dito que era para mim?”
Dandara respondeu: “Só vou pegar emprestado por um momento.”
Dandara recebeu a caixa, abriu-a e, como esperado, havia dentro uma pulseira de diamantes rosa, repousando silenciosamente.
Cada diamante da pulseira estava delicadamente engastado em ouro rosé, exibindo um acabamento refinado e belo.
Era uma pulseira de design simples, mas sempre que alguém a via, não conseguia conter a admiração.
Por um instante, todos na sala prenderam a respiração, ninguém ousou dizer uma palavra.
“Isto... esta é a ‘Primeiro Amor’?” O rosto da Sra. Moreira empalideceu, e ela perguntou sem conseguir se conter.
“Sim.” Ondina respondeu friamente, com expressão distante.
Era uma atitude completamente diferente da que demonstrava diante de Dandara.
O semblante da Sra. Moreira mudou, seus lábios se moveram, tentou falar, mas nenhuma palavra saiu.
Se aquela era realmente a “Primeiro Amor”, então o que dizer sobre a que seu irmão lhe dera?
Afinal, um presente trazido pessoalmente pela presidente da “Cetro” América Latina não poderia ser falso.
Ninguém ousaria afirmar que era falso, a menos que tivesse perdido a razão!
Dandara segurou a pulseira com naturalidade e a exibiu para todos: “Sra. Moreira, veja esta pulseira. Há alguma diferença entre ela e a sua?”
Ela não afirmou diretamente que a da Sra. Moreira era falsa, apenas colocou o objeto diante dela para que observasse.
Os olhares de todos se voltaram, involuntariamente, para a pulseira…
Sob a luz, a pulseira brilhava intensamente de todos os ângulos.
Os dedos de Dandara, longos e delicados, tinham um tom alabastrino; sob a luz, corações de brilho se projetavam sobre eles, formando uma sequência luminosa.

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