Num instante, todas as jovens que esperavam ver algo engraçado trocaram olhares, sem saber o que dizer, e ficaram com expressões desagradáveis.
Dandara, sem se importar com a reação dos demais, caminhou junto com Ondina em direção ao prédio onde morava Viviana.
Viviana e Valentino só então voltaram a si e apressaram-se para acompanhá-las.
Enquanto caminhava, Viviana refletia sobre a relação entre Dandara e Ondina, considerando se não seria vantajoso agradá-las de alguma forma.
Valentino, por sua vez, seguia logo atrás, tomado pela curiosidade e principalmente pela dúvida.
Que tipo de relação Dandara teria com aquela Ondina?
Como teria ela conhecido Ondina?
Jamais ouvira sua mãe mencionar algo parecido; isso queria dizer que nem mesmo sua mãe sabia que Dandara tinha contato com pessoas daquele nível.
Ao chegarem no prédio onde Viviana morava, antes mesmo de os empregados servirem o café, Ondina insistiu em subir com Dandara até o quarto para conversarem em particular.
Assim que chegaram ao quarto, trancaram a porta por dentro e o semblante de Ondina tornou-se mais sério.
Ao ver o quarto simples, Ondina ficou ainda mais incomodada: “A família Amaral te maltratou desse jeito? Como ousaram te deixar em um quarto tão modesto? Eu já não tinha dito para você vir menos aqui?”
Embora ninguém ousasse enfrentar diretamente a família Amaral, também ninguém se atrevia a tratar Dandara dessa forma.
E realmente não havia motivo para ela frequentar a casa da família Amaral.
“Senhorita!”
Dandara segurou levemente o braço de Ondina, com um tom de leve resignação: “De qualquer modo, ela é minha mãe biológica. Ainda tenho minha irmã, e sem ela, seria difícil para minha irmã sobreviver.”
Ondina franziu a testa, querendo aconselhá-la, mas sabia bem que Dandara não conseguia abandonar a irmã; até mesmo o nosso irmão Március não conseguira convencê-la.

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