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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 73

VICTOR BALTIMOR.

Eu havia perdido todo o meu controle.

Minha respiração estava descompensada, o peito subia e descia rápido demais, como se o ar já não fosse suficiente. O coração batia forte, desordenado, martelando dentro do meu peito com uma fúria que eu mal conseguia conter. Tudo em mim gritava para ir atrás daquela maldita. Para acabar com aquilo de uma vez por todas.

Eu queria matá-la. Queria arrancar aquele sorriso doentio do rosto dela com as próprias mãos.

Mas minha mãe estava ali, me impedindo. Seus braços firmes me abraçavam, seu corpo pequeno diante do meu, mas com uma força que eu conhecia desde a infância. Ela sempre teve esse poder de ser nosso porto seguro, nosso refúgio.

— Victor, se acalme, meu filho. — Sua voz soou firme, mas carregada de preocupação. — Não vê que é isso que aquela perturbada quer que você faça? Ela quer desgraçar sua vida. Não caia no jogo dela.

Ela segurou meu rosto com as duas mãos, forçando-me a encará-la. Seus olhos estavam marejados, mas havia lucidez ali. Controle. Algo que eu havia perdido completamente.

— Odeio essa desgraçada! — esbravejei, sentindo o ódio correr pelas veias como veneno. — Ela ameaçou minha filha e Elisa!

Minha voz saiu rouca, carregada de fúria e medo. Um medo que eu jamais admitiria em público, mas que agora me sufocava.

— Ouvi o que ela disse — minha mãe respondeu, sem hesitar.

Ela me puxou para um abraço forte, apertado, daqueles que tentam segurar alguém à beira do abismo. Por alguns segundos, eu me permiti ceder. Apoiei o rosto em seu ombro e respirei fundo, tentando recuperar o controle. O ódio ainda pulsava em mim, mas o abraço dela conseguiu conter a explosão iminente.

Eu precisava me livrar daquela mulher.

Quando me afastei, minhas mãos tremiam levemente. Caminhei até o armário de bebidas, sem pensar duas vezes. Peguei a garrafa com o líquido mais forte que encontrei. Não queria saborear. Queria apagar minha raiva. Abri a garrafa, servi o líquido no copo e levei à boca, engolindo tudo em um único gole.

O álcool desceu queimando, rasgando a garganta, mas não foi suficiente para apagar a imagem de Charlote sorrindo, fria, enquanto ameaçava, Elisa e Melissa.

Minha mãe se aproximou novamente e tocou minhas costas, fazendo um carinho lento, exatamente como fazia quando eu era criança e voltava machucado ou frustrado demais para lidar com o mundo.

— Eu preciso me livrar dessa mulher — falei, com a voz mais baixa, mas carregada de desespero. — Não aguento mais ela me infernizando. Não posso permitir que Charlote machuque Elisa e meus filhos. Ela está fora de controle. Eu temo por Elisa… principalmente quando ela souber da gravidez.

— O que você precisa agora é se acalmar e voltar para sua noiva — disse minha mãe com firmeza. — Sei que Charlote é perigosa, mas você não pode cair nas armadilhas dela. Se você a agredir, aquela infeliz pode te denunciar. E isso não será bom para você. Se recomponha e volte para a sala. Volte para o seu jantar de noivado. Não deixe aquela maldita estragar tudo.

Fechei os olhos por um instante, respirando fundo. Ela estava certa. Por mais que cada fibra do meu corpo pedisse violência, eu não podia ceder. Não agora. Não com Elisa ali, grávida, vulnerável.

— A senhora está certa — admiti, com dificuldade. — Não vou deixar Charlote estragar minha noite. Mas eu preciso aumentar a segurança da casa… e em volta de Elisa. Aquela desgraçada é capaz de tudo.

O pensamento de Elisa sozinha com Charlote, fez meu coração acelerar. Eu temia por ela. Temia pelos meus filhos. Um medo profundo, quase primitivo.

— Eu sei — minha mãe respondeu. — E já lhe disse que posso ajudar com isso. Sabe que, se você permitir, mando dar fim naquela maldita e no pai dela. Basta um telefonema.

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