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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 171

VICTOR BALTIMOR.

Eles desviaram os olhos, constrangidos, e não responderam nada. O clima no corredor estava pesado, carregado de desconforto e vergonha. Eu podia ver nos rostos deles: minha mãe com aquela expressão de quem foi pega no flagra, Thomas apertando o maxilar, Eleonor olhando para o chão. Cecilia desviou o olhar e estava vermelha.

Ninguém ousava dizer uma palavra. Que vexame, serem pegos no flagra. Tive vontade de rir daquela situação, mas mantive-me sério e demonstrando estar irritado. Mas era engraçado.

— Bem, vou levar a Mel para o quarto e trocar sua fralda, antes que ela fique com assadura — comentou Elisa, quebrando o momento embaraçoso deles.

— Vou com você, Eli. Te ajudo com a minha priminha — disse Ceci, apressada e bastante ansiosa para sair dali.

— Então vamos.

As duas se afastaram rapidamente. Fiquei observando Elisa até que ela sumisse das minhas vistas, carregando Mel no colo com aquele cuidado que parecia tão natural. Meu peito apertou de um jeito estranho.

Eu amava mesmo essa mulher? Todos aqui parecem amá-la muito. Será que conseguirei me lembrar? E se eu não conseguir?

A dúvida martelava na minha cabeça sem parar. Acho melhor não pensar muito nisso nesse momento. Preciso focar na minha recuperação, tenho que voltar à ativa. A campanha, o cargo, minha vida… tudo isso não pode esperar.

— Filho — chamou minha mãe, me tirando dos meus pensamentos.

— O que, mãe? — perguntei, olhando na direção dela.

— Você está bem, querido? Como foi a conversa com Elisa? Conseguiu se lembrar de algo?

Dei um sorriso de lado, sarcástico.

— Por que a senhora está me perguntando isso? Sei que escutaram cada palavra que foi dita naquela cozinha.

— Victor, não é bem assim — se pronunciou Thomas.

— É como então?

— Estávamos preocupados com você e Elisa. Então achamos melhor ficar por perto, caso um dos dois se sentisse mal — argumentou Eleonor.

— Por perto quer dizer: com o ouvido colado na porta. Eleonor, conta outra desculpa. Vocês são um bando de fofoqueiros.

— Victor. Sou sua mãe — disse mamãe, me lançando um olhar desaprovador.

— Sim, é, mas continua fofoqueira. Ou estou mentindo?

Os três ficaram quietos, sem argumentos. O constrangimento era visível. Eu sentia uma mistura de irritação, cansaço e vontade de rir daquela situação. Eles eram minha família, sei que me amam e estão tentando fazer o melhor por mim. Mas tudo que eu queria era que parassem de me tratar como um inválido e incapaz.

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