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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 153

VICTOR BALTIMOR.

Minha cabeça doeu, eu chamava uma mulher de insolente por me responder, em vez de se calar e me respeitar, ela continuava me desafiando. Não conseguia ver seu rosto por completo, mas notei seu sorriso, que era lindo, mesmo sendo de deboche. As imagens pararam de repente da mesma maneira que surgiram. O que me deixou frustrado.

Olhei em volta e ninguém pareceu ter percebido minha agitação e que tive um vislumbre de uma lembrança. Era melhor assim, não estava no clima para responder perguntas e ver a esperança no olhar deles em pensar que minhas memórias estavam voltando.

Continuei participando da conversa, mas minha atenção estava dividida. Qualquer movimento dela, por menor que fosse, eu percebia. Era involuntário. Essa mulher me intrigava, sempre que eu via uma imagem, essa Elisa estava envolvida.

Então, um som cortou o ambiente. Um choro de uma criança.

Meu corpo reagiu de imediato, antes mesmo que eu pudesse pensar. Uma sensação estranha atravessou meu peito, rápida, desconfortável, quase como um aperto. Franzi levemente o cenho, incomodado com aquilo.

De onde vinha esse som? Foi então que eu a vi se mexer pela primeira vez desde que entrei.

Ela pegou algo dentro da bolsa, um aparelho… e o choro continuava. Aquilo fez aquela sensação estranha aumentar, como se aquele som tivesse algum significado que eu não conseguia alcançar.

Então, ela levantou o olhar e me encontrou. Dessa vez, eu não desviei o olhar. Olhei diretamente para ela, sem disfarçar, sem esconder. Eu estava na minha casa, fazia o que quisesse.

Mantive meu olhar intenso, analisando, tentando entender. Ela se estremeceu, eu percebi.

Por um segundo, achei que ela fosse falar alguma coisa. Qualquer coisa. Mas não falou. Ela simplesmente se virou e saiu. Sem dizer uma única palavra. Aquilo me irritou imediatamente. Minha expressão permaneceu a mesma, controlada. Sem demonstrar minha insatisfação.

Mas por dentro… eu não gostei nem um pouco. Quem ela pensa que era?

Se ela tem alguma relação comigo, o mínimo que deveria fazer era falar, se aproximar e se explicar. Mas não, ela preferiu sair. Como se eu não fosse nada.

Como se minha presença não significasse coisa alguma. E por que foi em direção à escada e ao andar de cima? Por que ela parecia tão à vontade na minha mansão?

Apertei levemente o braço do sofá, sentindo a irritação crescer.

— Está tudo bem? — perguntou minha mãe. Eu notei uma certa apreensão em todos, enquanto eu observava aquela mulher sair.

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