ELISA RIVER.
Minha sogra sentou-se ao lado do Victor, observando cada movimento com atenção. Podia-se notar o quanto era difícil para ele o simples ato de se sentar num sofá.
— Está se sentindo bem? — perguntou ela.
— Estou em casa — respondeu Victor. — Isso já melhora bastante.
— Você precisa descansar — disse ela. — Nada de ficar se esforçando.
— Eu não estou me esforçando — rebateu, irritado. — Eu mal consigo me mexer direito.
— E é exatamente por isso que precisa seguir as orientações médicas — acrescentou Thomas.
— Sei me cuidar, Thomas, não sou uma criança.
— Não parece. — Comentou Thomas, debochado.
Victor lançou um olhar frio para ele.
— Quer testar?
— Nem um pouco, não quero que nossa mãe me bata por te machucar — respondeu Thomas, levantando as mãos. Victor sorriu de lado.
Ceci se inclinou em sua direção.
— Tio… você vai precisar mesmo usar essa cadeira?
Victor fechou a expressão imediatamente.
— Temporariamente, para minha infelicidade.
— Mas você vai melhorar, não vai?
Ele suspirou.
— Sim, eu vou. Você sabe que seu tio nunca se deixa abater ou desiste.
— O senhor terá fisioterapia, tio — disse ela, animada. — Você vai ficar bem rapidinho.
— Espero que sim.
— E o médico? — perguntou Eleonor. — O que ele disse exatamente?
Victor revirou os olhos.
— Que tenho que viver como um inválido por algumas semanas.
— Victor — repreendeu minha sogra.

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