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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 145

VICTOR BALTIMOR.

Olhei para meu irmão. Eu estava impaciente e queria uma resposta.

— Ela veio te ver. É sua noiva e mãe dos seus filhos.

Franzi o cenho.

— Eu não me lembro de nada disso e havia proibido que ela entrasse.

— Sim, você a expulsou daqui e infelizmente a esqueceu. Foi por esse motivo que ela entrou aqui enquanto você dormia. Elisa não queria prejudicar sua recuperação, mas precisava muito estar contigo. Aquela mulher te ama, e muito, e sofreu muito com tudo que aconteceu. Foram dias difíceis para todos nós, Victor. E Elisa está grávida. Por esse motivo, ajudamos ela a entrar aqui para te ver.

Fiquei em silêncio por alguns segundos. Curiosamente, não senti raiva. Senti curiosidade e algo mais. Mas não soube explicar o que era.

— Quanto tempo ela ficou aqui?

— Não muito — respondeu minha mãe rapidamente. — Apenas alguns minutos.

Olhei para o teto, pensativo. O cheiro voltou à minha memória, aquele mesmo aroma suave. Eu lembrava claramente.

— Ela estava perto da cama?

Minha mãe arqueou a sobrancelha e hesitou em responder, mas acabou falando.

— Sim.

— Falou alguma coisa?

Thomas respondeu dessa vez.

— Talvez. Acreditamos que sim.

Virei o rosto lentamente para encará-lo.

— Talvez?

— Estávamos aqui com ela no começo, mas saímos depois. Não sabemos o que ela lhe falou, Victor. Demos espaço para Elisa ficar um pouco com você.

— Então ninguém sabe o que ela disse.

— Não — respondeu minha mãe.

Fiquei em silêncio novamente. A imagem do sonho voltou à minha mente, a voz suave e a dor na voz daquela mulher. E aquele cheiro maravilhoso que me acalmava.

— Preciso vê-la — declarei.

Minha mãe franziu a testa imediatamente.

— Victor…

— Preciso confirmar uma coisa. — declarei com firmeza.

Thomas cruzou seus braços, enquanto me observava com atenção. Eu precisava saber se ela é a mulher do meu sonho.

— Confirmar o quê?

Olhei diretamente para ele.

— Se é ela — comentei, impaciente e tentando não falar muito, pois já estava muito cansado. Então usava frases curtas para não me cansar muito.

— Ela, quem?

Respirei fundo com impaciência.

— A mulher do sonho, Thomas. Quem mais seria? Eu que durmo e você que fica lerdo?

Minha mãe passou a mão pelo rosto, claramente preocupada.

— Victor, você acabou de acordar…

— Sei exatamente o que estou dizendo, mamãe.

Minha cabeça ainda latejava levemente, mas minha mente estava funcionando e havia algo que não saía da minha memória.

— Reconheço aquela voz. E tenho a sensação de que conheço aquela mulher.

Thomas levantou uma sobrancelha.

— Você disse que não viu o rosto.

— E não vi. Eu disse que reconheço a voz e tenho essa sensação de conhecê-la.

— Então, como pode ter certeza?

Olhei para ele com calma.

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