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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 146

ELISA RIVER.

Finalmente, o dia chegou. Victor recebeu alta do hospital. E estava voltando para casa.

Eu estava como? Ansiosa, feliz, radiante, preocupada e com medo. Sim, estava muito preocupada com a reação dele. Minha sogra não disse para ele que moro aqui, então estou com receio da sua reação quando me encontrar aqui.

Victor ainda não se lembra dos dezessete meses, nem de mim e Melissa. Ele vai precisar de cuidados nessa fase que se inicia. Por isso, desde que ela me avisou que ele receberia alta em breve, começamos a providenciar tudo para sua chegada. E a casa estava sendo preparada para ele. A equipe médica está sendo preparada para cuidar dele.

De acordo com minha sogra, Victor não está andando. Ele não tem nenhum problema que o impeça de andar, mas por ficar tantos dias deitado e imóvel e estar se recuperando das fraturas das costelas e da insuficiência respiratória. Ele não está podendo se esforçar e andar para ele é muito difícil agora.

Então, Victor ficará usando uma cadeira de rodas e fazendo fisioterapia para se recuperar, fora a medicação e o repouso. Quero cuidar dele, mas temo que ele não fique à vontade comigo e me rejeite.

Mesmo amedrontada, eu ainda estava eufórica com sua chegada. Eu me lembro perfeitamente da ligação da senhora Abigail para me dar a notícia em primeira mão.

Eu estava na cozinha naquele momento, comendo, pois agora fico com muita fome, coisa de gravidez, estou comendo por três agora. Estava devorando um sanduíche que a cozinheira me preparou, quando meu celular tocou. Assim que vi o nome da minha sogra na tela, senti meu coração acelerar. Atendi rapidamente.

— Senhora Abigail? Aconteceu alguma coisa?

Do outro lado da linha, ouvi um pequeno suspiro, e então a voz dela veio carregada de emoção.

— Elisa… tenho uma ótima notícia para você.

Minha respiração prendeu no mesmo instante.

— O que foi? — perguntei, sentindo minhas mãos começarem a tremer.

— Victor recebeu alta.

Por alguns segundos, eu simplesmente não consegui reagir. Era como se aquelas palavras não conseguissem encontrar espaço dentro da minha mente. Eu me apoiei no balcão da cozinha, sentindo meus olhos arderem.

— Ele… recebeu alta? — repeti, quase num sussurro.

— Sim, minha querida. Os exames foram bons. Antunes disse que ele pode continuar a recuperação em casa.

Levei a mão à boca, tentando conter a emoção que explodia no meu peito.

— Meu Deus… — murmurei.

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