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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 144

VICTOR BALTIMOR.

A primeira coisa que senti ao acordar foi o peso.

Era como se meu corpo inteiro estivesse preso a algo invisível. Minha cabeça parecia cheia de algodão e meus pulmões ainda lutavam para encontrar um ritmo normal. Levei alguns segundos para perceber onde estava.

— Ainda estou nesse hospital. — Pensei.

O cheiro característico de antisséptico invadiu minhas narinas enquanto eu abria os olhos lentamente. A luz branca do quarto me fez franzir o cenho imediatamente. Minha visão estava embaçada e, por alguns segundos, precisei piscar várias vezes para conseguir focar.

Tentei me mover. O que foi uma péssima ideia.

Uma fraqueza absurda percorreu meu corpo inteiro. Meu braço parecia pesado demais para obedecer ao meu comando.

— Finalmente acordou. — Ouvi a voz grave que veio da direita.

Virei o rosto devagar e encontrei meu irmão sentado na poltrona, observando-me com um sorriso sacana.

— Thomas — falei com a voz falha, parecia que eu tinha dormido por muito tempo.

Então, uma memória surgiu: era meio confusa. Antunes disse que Elisa esteve no meu quarto e, logo em seguida, eu fui sedado. Me colocaram para dormir à força. Senti a irritação surgindo.

— Quanto… tempo? — perguntei, minha voz saindo rouca e fraca, mas com sinal de irritação. Minha garganta estava muito seca, o que causava muito incômodo.

Thomas se levantou e se aproximou da cama, pegou o copo de água na mesa ao lado e colocou um canudo próximo aos meus lábios.

— Beba devagar. Isso vai te ajudar com o incômodo na garganta.

Obedeci. A água desceu pela garganta como se eu estivesse atravessando um deserto há dias. E foi um alívio.

— Agora responda — murmurei após alguns goles. — Quanto tempo me forçaram a dormir?

Thomas suspirou.

— Entenda, meu irmão, que foi preciso. Só pensamos na sua recuperação. Você ficou adormecido por alguns dias.

Franzi a testa imediatamente.

— Alguns… dias? Seja mais objetivo, meu irmão.

— Você dormiu por uma semana, Victor.

Aquilo me irritou instantaneamente.

— Uma semana sedado? — repeti, sentindo a irritação crescer. — Quem autorizou isso?

A porta do quarto se abriu naquele momento. Minha mãe entrou rapidamente.

— Graças a Deus, você acordou, meu filho! — disse ela, aproximando-se da cama com evidente alívio.

Mas minha atenção estava em outra coisa.

— Mãe… — minha voz saiu mais firme agora — quem autorizou me sedar à força?

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