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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 143

ELISA RIVER.

Do outro lado da linha, houve um breve silêncio. Meu coração parecia bater na garganta.

— Tenho novidades e boas.

— Então, diga, por favor? — pedi, não contendo minha ansiedade e odiando aquela demora dela em responder.

Um arrepio havia percorrido todo o meu corpo. Fiquei em silêncio. Minhas mãos estavam tremendo.

— Victor disse algo que me encheu de esperança.

Senti meu coração acelerar novamente. Do outro lado da linha, minha sogra deu outra maldita pausa antes de responder. Ela não tem piedade de uma grávida, não? Porque as pessoas têm essa mania de fazer suspense? Isso não é engraçado.

— Ele disse que não iria descansar até encontrar a dona daquele perfume. E que se lembra da voz e do perfume da mulher.

Meu peito apertou.

— Elisa… — a voz dela saiu mais baixa agora — meu filho está procurando você. Isso pode nos ajudar e muito, ele não viu seu rosto, mas seu cheiro e voz ficaram marcados na mente dele. Talvez, se ele ouvir sua voz e sentir seu cheiro, toda a sua memória volte.

Fiquei completamente imóvel, segurando o telefone contra o ouvido. Meu coração batia forte demais.

E, naquele momento, uma única certeza tomou conta de mim. Victor estava começando a reagir, essa era nossa chance de fazê-lo se lembrar.

A ligação terminou me deixando cheia de esperança. E os dias foram passando, senhora Abigail, como prometido, me mantinha informada de tudo.

Infelizmente, Victor estava mesmo com insuficiência respiratória. A confirmação foi péssima, deixou todos muito preocupados. O médico resolveu manter Victor por mais alguns dias sedado, para ter uma eficácia no tratamento.

Mas todos temiam e sabiam que ele acordaria furioso, mas entendiam que era preciso. Eu estava ansiosa para me encontrar com ele novamente e que Victor me reconhecesse.

Os dias seguintes pareceram estranhamente longos. Cada manhã começava com a mesma sensação pesada no peito, uma mistura de esperança e medo. Eu tentava manter minha rotina normal por causa de Melissa e da gravidez, mas minha mente sempre acabava voltando para Victor. Era inevitável.

Todas às vezes que meu telefone tocava, meu coração disparava.

E quase sempre era a senhora Abigail.

— Elisa, querida, os médicos continuam acompanhando de perto — ela dizia em uma das ligações daqueles dias. — A respiração dele está respondendo ao tratamento.

— Isso é bom… muito bom — respondi, sentindo um pequeno alívio.

— Doutor Antunes acredita que a decisão de mantê-lo sedado ajudou bastante.

— Imagino… — murmurei, sentando-me na beirada da cama. — Victor iria querer levantar e sair andando pelo hospital, se estivesse acordado.

Minha sogra soltou um pequeno suspiro do outro lado da linha.

— Exatamente. Você conhece meu filho.

— Talvez até melhor do que eu gostaria — respondi com um pequeno sorriso cansado.

Alguns dias depois, no início da manhã, meu telefone tocou novamente. Assim que vi o nome da senhora Abigail na tela, senti meu coração disparar. Isso acontecia todas às vezes que ela ligava.

Atendi imediatamente.

— Senhora Abigail. Tudo bem?

— Elisa… tenho notícias.

Meu estômago se apertou.

— O que aconteceu? — Já perguntei, apreensiva.

— Victor saiu da sedação hoje de manhã.

Por um instante, fiquei completamente imóvel. Sem reação.

— Ele… acordou? — perguntei para ter certeza de que havia escutado direito.

— Sim, ele acordou.

Levantei-me da cama rapidamente, começando a andar de um lado para o outro no quarto, não me contendo.

— Como ele está?

— Fraco… e muito irritado — respondeu ela com um pequeno suspiro. — Doutor Antunes já esperava por isso, após tê-lo sedado à força.

Aquilo não me surpreendeu e sorri de lado. Victor deve estar querendo a cabeça do médico.

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