ELISA RIVER.
Minha sogra suspirou e fez uma expressão nada boa. Não gostei.
— Elisa, eu vou te levar para ver meu filho. Mas vamos ter que esperar um pouco.
— O que está acontecendo? Não estou gostando dessa sua expressão.
Abigail segurou minha mão com carinho.
— Victor passou mal. Quando acordou, ele acabou desmaiando ao saber que esqueceu dezessete meses de sua vida. Os médicos estão terminando alguns exames e logo o levarão para o quarto. Assim que liberarem, eu te levarei para vê-lo.
Fiquei apreensiva com o que escutei e muito preocupada.
— Ele está bem? — perguntei com um fio de voz.
— Thomas disse que sim. O doutor Antunes o sedou para que ele possa descansar e ter uma boa recuperação.
Suspirei aliviada.
— Se ele está sedado, fico mais tranquila em ir vê-lo. Assim, ele não passa mal com a minha presença. Não quero prejudicar o tratamento dele.
— Vamos ter fé, Elisa. Pois meu filho irá se recuperar e lembrará de você e de Melissa.
— Assim eu espero. Porque eu não sei o que será de mim e dos meus filhos se Victor não se lembrar.
Fechei os olhos, orando para que ele tivesse suas memórias de volta. Minha sogra me abraçou, me consolando.
As horas passaram e já era entardecer quando o doutor Antunes chegou ao meu quarto. Eu já estava pronta para deixar o hospital e só esperava para poder ver Victor antes de ir.
— Como está se sentindo, Elisa? — perguntou o médico.
— Bem, mas um pouco ansiosa para ver Victor.
— Entendo. Vou levá-las para vê-lo — disse, abrindo caminho.

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