A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. CAP. 133
CAPÍTULO CENTO E TRINTA E TRÊS — UMA BOA NOTÍCIA.
ELISA RIVER.
O gel frio tocou minha pele e eu estremeci levemente. A doutora Verônica espalhou o gel sobre a minha barriga com cuidado antes de posicionar o aparelho do ultrassom. O silêncio dentro da sala de exame parecia mais pesado do que deveria. Eu mantinha os olhos fixos no monitor, tentando controlar a ansiedade que apertava meu peito.
Senhora Abigail estava ao meu lado, em pé, observando tudo com atenção. A presença dela ali me trazia um certo conforto. Ultimamente, ela havia sido um apoio enorme para mim. Eleonor estava no hotel, com Ceci, cuidando de Melissa. Só de pensar que minha filha estava segura e bem cuidada, meu coração se acalmava um pouco.
Mesmo assim, o medo ainda estava ali. A preocupação com meus gêmeos.
— Respire normalmente, Elisa — disse a doutora Verônica, com a voz tranquila, enquanto movia o aparelho devagar sobre minha barriga.
Eu obedeci, tentando manter a calma, mas não consegui evitar a pergunta que estava presa na minha garganta desde que entramos naquela sala.
— Doutora… — murmurei. — Continuo perdendo líquido?
A médica não respondeu imediatamente. Seus olhos estavam atentos à tela do aparelho, analisando cada detalhe. Aqueles poucos segundos de silêncio pareceram uma eternidade para mim.
— Doutora? — insisti, sentindo o coração acelerar.
Ela então sorriu de leve.
— Pode ficar tranquila, Elisa. Não há mais sinais de perda de líquido amniótico.
Por alguns segundos, eu apenas pisquei, tentando absorver aquelas palavras.
— Sério? — perguntei, quase sem acreditar.
— Sim — confirmou-a, ajustando novamente o aparelho. — O líquido está em um nível adequado e os bebês estão bem.
Uma onda de alívio atravessou meu corpo com tanta força que senti meus olhos se encherem de lágrimas.
— Graças a Deus… — murmurei, levando a mão ao rosto.
Abigail soltou um suspiro de alívio ao meu lado.
— Eu sabia que ficaria tudo bem — disse ela, colocando a mão sobre meu ombro.
Eu respirei fundo, tentando controlar a emoção.
— Doutora… isso significa que não há mais risco?
A médica voltou a olhar para mim, agora com uma expressão mais séria.
— Elisa, precisamos continuar atentos. O fato de a perda de líquido ter cessado é uma ótima notícia, mas sua gravidez ainda é considerada de risco.
Engoli em seco.
— Devido à hipertensão?
— Exatamente — respondeu ela. — A hipertensão durante a gestação exige muito cuidado. Por isso, é fundamental que você tome os medicamentos exatamente como foram prescritos.
Assenti imediatamente.
— Eu vou tomar, doutora. Prometo.
— Isso é muito importante — continuou. — Esses medicamentos ajudam a controlar sua pressão e reduzem os riscos tanto para você quanto para os bebês.
Olhei novamente para a tela do ultrassom.
— Os gêmeos estão bem mesmo?
— Estão, sim — respondeu com um sorriso tranquilo. — Os batimentos estão bons e os desenvolvimentos também.
Meu coração se acelerou de emoção.
— Eu fiquei com tanto medo… — confessei em voz baixa. — Quando disseram que eu estava perdendo líquido, eu pensei que poderia perder meus filhos.
Abigail acariciou meu ombro com carinho.
— Não pense nisso agora — disse ela. — O importante é que está tudo bem. Assenti.
— Doutora… — voltei a perguntar. — Existe algo que eu possa fazer para evitar que isso aconteça de novo?
A médica desligou o aparelho e pegou um lenço para limpar o gel da minha barriga.
— Sim. Existem algumas recomendações importantes. Primeiro, repouso sempre que possível. Nada de esforço físico. Segundo, manter o controle rigoroso da pressão arterial. Terceiro, seguir exatamente a medicação prescrita.
Assenti atentamente.
— E qualquer sinal diferente, como dor, contrações ou nova perda de líquido, você deve procurar atendimento imediatamente.

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