VICTOR BALTIMOR.
Vê-la chorando me fez sentir impotente e péssimo. Eu estava confuso com o motivo daquele choro. Ela estava tão feliz alguns segundos atrás.
— Ei… — chamei, franzindo o cenho. — O que foi?
Ela não respondeu imediatamente. As lágrimas escorriam pelo rosto dela. Meu coração apertou ainda mais.
— Por que você está chorando? — perguntei, preocupado e insistindo em uma resposta.
Tentei me aproximar. Queria consolá-la. Mas algo parecia me impedir. Como se meus movimentos fossem mais lentos do que deveriam ser. Como se houvesse uma barreira invisível entre nós.
— Ei… Olha para mim — pedi, quase suplicante.
Ela respirou fundo. Então segurou minha mão. O toque dela fez uma corrente elétrica atravessar meu corpo inteiro. Como era bom aquele toque. Eu me sentia vivo, cheio de energia. Essa mulher me fazia tão bem.
— Victor… — disse ela, com a voz tremendo.
— O que foi?
Ela apertou minha mão com força.
— Não se esqueça de mim.
Franzi o cenho, confuso. Por que ela está pedindo isso?
— O quê?
Ela continuou falando, como se estivesse com medo de não ter tempo suficiente. Como se estivesse lutando contra o próprio desespero. E como se não tivesse ouvido minha pergunta.
— Mas se você não se lembrar… — a voz dela falhou por um instante — tenha certeza de que eu não vou desistir de você.
Meu coração começou a bater mais rápido. O que está acontecendo? Por que esse desespero? Por que ela está me dizendo isso?
— Do que você está falando?
Ela ignorou outra vez minha pergunta e continuou.
— Eu te amo.
As palavras dela atravessaram meu peito como uma verdade, atingindo-o com força. Ouvi aquela frase encheu meu coração de alegria.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.