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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 128

VICTOR BALTIMOR.

Voltei a abrir os olhos lentamente, sentindo o peso do próprio corpo contra o colchão do hospital. Não era a primeira vez que acordava naquele quarto estéril. Eu já sabia onde estava, já sabia que tinha sofrido um acidente e que haviam me operado. Ainda assim, despertar não era fácil.

Meu corpo parecia feito de pedra. Respirei fundo e imediatamente me arrependi. Uma dor aguda atravessou meu tórax, como se alguém tivesse enfiado uma lâmina entre minhas costelas.

— Droga… — murmurei, apertando os olhos por alguns segundos.

O monitor cardíaco ao meu lado continuava apitando em um ritmo constante. A luz branca do quarto parecia forte demais para minha cabeça, que ainda latejava.

Foi então que virei um pouco o rosto e percebi que não estava sozinho.

Thomas estava sentado no sofá ao lado da cama, inclinado para frente, mexendo no celular. Quando percebeu o movimento, ergueu a cabeça imediatamente. Os olhos dele se arregalaram.

— Victor… — disse, rápido.

A expressão dele mudou na mesma hora. Alívio. Um alívio quase visível. Ele se levantou rapidamente e se aproximou da cama.

— Que bom que acordou. — Murmurou, passando a mão no rosto.

Observei-o por alguns segundos, tentando organizar meus pensamentos. Minha garganta estava seca.

— Como… — minha voz saiu rouca e fraca. Parei, respirando com dificuldade.

Thomas se inclinou um pouco mais.

— Devagar — disse. — Você ainda está fraco.

Engoli em seco, tentando ignorar a dor no peito.

— Como você se sente? — ele perguntou. Soltei uma respiração curta, que novamente fez meu tórax reclamar.

— Quebrado. — Respondi com dificuldade. Minha voz saiu baixa, rouca, pesada. Passei a língua pelos lábios secos. — Que merda realmente aconteceu comigo?

Falar exigia esforço, fazia meu tórax arder. Cada palavra parecia pressionar meu peito por dentro e parecia exigir esforço demais. Thomas suspirou lentamente e passou a mão pelo rosto, como se organizasse os pensamentos.

— Victor… talvez não seja bom você saber dos detalhes agora — respondeu, tentando manter um tom calmo. — O médico disse ser melhor evitar informações demais nesse momento, para não prejudicar sua recuperação.

Franzi a testa imediatamente.

— Como assim? Então você prefere me deixar na ignorância? — Falei, irritado — …sem saber o que realmente aconteceu comigo?

Meu humor já não era dos melhores e só piorava. Aquilo me irritou na mesma hora. O calor da frustração subiu pelo meu peito.

Thomas manteve a calma.

— Victor… você já sabe que sofreu um acidente de avião e que é um milagre estar aqui vivo. E só queremos te poupar dos detalhes. Mas quando estiver fora de perigo, eu mesmo te contarei.

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