Entrar Via

A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 127

ELISA RIVER.

Eleonor ficou ao meu lado, me dando apoio por algum tempo. Mas vi que ela aparentava estar bastante cansada.

Então, falei para ela que ficaria bem sozinha e que poderia ir descansar. Eleonor tentou recusar, mas a convenci a voltar para o hotel.

Assim, fiquei sozinha por um tempo. Sozinha de verdade. Sem vozes, sem conselhos, sem ordens. Apenas eu, meus pensamentos e o peso de tudo o que estava acontecendo. Eu não conseguia dormir. A hora passava arrastada.

O som constante do monitor cardíaco me lembrava, a cada segundo, que meu corpo estava reagindo a tudo aquilo. Que eu precisava parar. Mesmo que minha mente se recusasse. Fechei os olhos, e a imagem dele veio.

Victor sorrindo daquele jeito raro, torto. A forma como me olhava quando achava que eu não estava prestando atenção. A mão dele sobre a minha barriga, fazendo carinho.

Lembrei dele me paparicando e não me deixando fazer nada, com medo de que algo acontecesse com o bebê.

Suspirei angustiada.

— Não se esqueça da gente… — sussurrei no vazio do quarto. — Por favor. Não esqueça.

Senti uma pontada no peito, forte o suficiente para me fazer levar a mão ao coração. Respirei fundo, lembrando das palavras do médico. “Evite emoções fortes.” Era quase engraçado pedir isso.

Virei a cabeça e olhei para a janela. Do lado de fora, dava para perceber que a madrugada já tinha tomado conta. As luzes do hospital refletiam no vidro e, mesmo ali dentro, era possível sentir o frio intenso daquela região.

Um frio que parecia atravessar paredes e ossos. Meu corpo estava exausto, mas minha mente não parava. Pensar que eu o veria, mesmo sem poder falar com ele, fazia meu coração acelerar e, ao mesmo tempo, doer ainda mais.

Algum tempo depois, a porta se abriu discretamente. Uma enfermeira entrou, trazendo uma bandeja de medicação.

— Boa noite, senhorita Elisa — disse em tom profissional. — Vou aplicar sua medicação. Não consegue dormir?

Assenti em silêncio, enquanto ela ajustava o soro.

— Tente descansar — orientou. — Sua pressão respondeu bem nas últimas horas.

— Vou tentar — respondi, mesmo sabendo que seria impossível dormir.

Quando ela saiu, fiquei encarando o teto. Pensando em Victor.

Em como ele estaria dormindo. Se o rosto dele estaria tranquilo ou marcado pela dor. Se ainda franzia a testa quando sonhava, como costumava fazer.

A madrugada avançou lentamente, pesada, silenciosa. A porta se abriu de novo. A mesma enfermeira entrou para verificar meus sinais vitais. Sorriu para mim.

— Sua pressão baixou um pouco mais. Isso é bom — disse, contente.

— Obrigada — respondi, sem energia.

Quando ela saiu, virei o rosto na direção da janela outra vez. A cidade iluminada parecia indiferente à minha dor. Acabei adormecendo em algum momento, por exaustão.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.