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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 118

VICTOR BALTIMOR.

Minha mãe me olhou assustada.

— Meu filho, se acalme — pediu minha mãe, apreensiva. — Não tome decisão precipitada.

— Não quero essa mulher aqui, mãe — declarei, sentindo a irritação crescer dentro de mim. — Nem agora, nem depois. Não permitam a visita dela, nem daquela criança barulhenta. — Falei o final me dirigindo a Antunes.

Ninguém respondeu de imediato. Olhei ao redor e vi expressões tensas e preocupadas. Minha mãe parecia à beira do choro. Meu irmão me encarava como se eu tivesse acabado de dizer algo imperdoável. Cecilia me olhava com mágoa e Eleonor com pesar. Ainda assim, ninguém me contradisse.

O médico pigarreou.

— É melhor respeitarmos o desejo do paciente — disse com cuidado. — Ele precisa de tranquilidade neste período. Qualquer estresse pode prejudicar seu estado.

— Exato — concordei, sentindo a exaustão me dominar. — Já estou confuso o suficiente.

Minha mãe se aproximou da cama e segurou minha mão.

— Victor… — começou, com a voz embargada. — Aquela mulher…

— Mãe — interrompi, firme. — Eu disse que não quero falar sobre isso.

Ela fechou a boca, claramente se controlando.

— Está bem — disse, por fim. — Vamos respeitar seu momento.

Mas eu vi nos olhos dela o quanto aquilo a destruía.

— O que aconteceu comigo? — perguntei, mudando de assunto. — Ninguém respondeu direito ainda.

Meu irmão respirou fundo.

— Houve um acidente — disse. — O avião em que você estava caiu.

Franzi a testa.

— Avião? — Perguntei com uma mistura de choque e descrença.

— Você estava voltando de uma viagem — completou. — Graças a Deus, você sobreviveu e ainda ajudou outros passageiros.

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