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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 109

ELISA RIVER.

O ar simplesmente me faltou.

Foi como se algo tivesse apertado meu peito por dentro, esmagando meus pulmões. Meus olhos se encheram de lágrimas instantaneamente, a visão ficou turva, e precisei me encostar no encosto do sofá para me recuperar. Olhei para Melissa, que ainda estava no meu colo.

Não podia ser verdade. Victor não podia estar morto, não ele, não agora que seremos pais de gêmeos, estamos formando uma família e temos uma filha linda.

— Não… — sussurrei, sentindo minha garganta fechar. — Não, meu Deus, por favor… não — implorei.

Olhei para o lado, tentando encontrar algum rosto que desmentisse aquilo, qualquer sinal de que eu estava entendendo errado. Vi Eleonor amparando a senhora Abigail, que chorava em silêncio, o rosto parcialmente escondido pelas mãos. Aquela cena me rasgou por dentro.

— Isso não é verdade — falei, a voz trêmula, quase um pedido desesperado. — Conte direito o que te falaram, Thomas. Por favor — solicitei, desesperada, e torcia para não ser verdade. Eu me recusava a aceitar aquilo.

Thomas respirou fundo antes de falar, como se escolhesse cada palavra com cuidado, tentando me poupar.

— As autoridades estão com dificuldades para conseguir informações — começou. — A região é extremamente remota, e a tempestade que passou por lá ontem à noite complicou tudo. Então, acionei a equipe que Victor costuma usar quando precisa de informações mais rápidas.

Meu coração batia tão forte que doía.

— Eles têm um satélite próprio — continuou. — Usaram para varrer a área em busca do avião. Com a dissipação da tempestade, conseguiram localizar… — ele hesitou — …o avião.

Minha respiração ficou curta, descompassada, com aquela pausa cruel.

— Mas as imagens mostram que ele caiu — concluiu, em um fio de voz.

Senti tudo ao redor sumir. Um zumbido se instalou em meus ouvidos, me deixando incapaz de ouvir qualquer outra coisa. Aquilo não podia estar acontecendo.

Balancei a cabeça em negação, as lágrimas escorrendo livremente.

— Não — falei, firme, mesmo com o coração em frangalhos. — Encontrar destroços não quer dizer nada. Victor pode estar vivo — declarei, olhando para Thomas e depois para todos os presentes. Eu tinha esperança e fé, e não seria agora que deixaria de acreditar. Se todos já estavam conformados, eu não estava.

Minha sogra levantou o rosto ao me ouvir. Havia esperança em seus olhos marejados.

— Elisa está certa — disse Abigail, com a voz embargada, mas determinada. — Meu filho é um guerreiro. O resgate precisa chegar até ele e trazê-lo para casa.

Thomas suspirou, claramente abatido.

— Isso pode demorar, mamãe.

— Como assim, demorar? — ela perguntou, alarmada.

— As autoridades levarão pelo menos um dia para conseguir chegar até o local — explicou. — Precisam mobilizar uma equipe especializada. Aquela região é de difícil acesso.

Meu sangue ferveu.

— Um dia? — repeti, sentindo a revolta se misturar ao desespero. — Isso é um absurdo! Eles estão no meio do nada, com temperaturas absurdamente baixas! Victor pode não aguentar um dia!

— Infelizmente, não podemos fazer nada além de esperar — respondeu Thomas, derrotado.

Levantei-me num impulso, assustando Mel, que resmungou. A embalei enquanto falava:

— Como assim não podem? — perguntei, a voz carregada de tensão, mas tentando não elevar o tom para não incomodar Melissa. — Vocês são os Baltimor! Donos de impérios, de bancos, de hospitais, de recursos! Achei que nada fosse obstáculo para vocês!

O silêncio se instalou por um segundo.

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