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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 110

ELISA RIVER.

Quando Thomas desligou o telefone, o silêncio que se formou durou apenas dois segundos. Dois segundos longos, sufocantes, até que ele levantou o rosto, os olhos marejados, e disse, com a voz embargada, mas firme:

— Eles estão vivos. Foram resgatados. Estão a caminho de um dos hospitais do grupo.

Por um instante, ninguém reagiu. Foi como se nossas mentes precisassem de tempo para entender aquelas palavras. Então, tudo aconteceu de uma vez.

Abigail levou a mão ao peito e começou a chorar, um choro alto, sentido, de alívio puro. Eleonor se sentou no sofá, soluçando, repetindo baixinho um “graças a Deus” atrás do outro. Atila fechou os olhos, respirou fundo e passou as mãos pelo rosto, como se descarregasse um peso que estava prestes a esmagá-lo. Abracei Melissa com força, sentindo meu corpo estremecer e meu coração se alegrar. Ceci abraçou o pai e chorou de alívio.

Eles estavam vivos. Victor estava vivo.

— Eles disseram que vão ligar novamente para informar em qual hospital exatamente estarão — completou Thomas.

Não pensei. Simplesmente falei.

— Vou até lá. Agora. — Declarei-me levantando.

Todos me olharam.

— Elisa… — começou Eleonor.

— Não — interrompi. — Eu não fico aqui. Não após saber que ele está vivo, não depois de tudo. Preciso vê-lo. Preciso estar lá quando ele acordar. Victor precisa de sua família com ele, depois desse acidente horrível.

Abigail assentiu imediatamente.

— Vamos até ele — disse, decidida. — Thomas, mande preparar o avião particular. Vamos todos.

Thomas já estava com o celular na mão.

— Vou providenciar agora mesmo.

Dei um passo com Mel nos meus braços, o coração disparado.

— Vou arrumar minhas coisas — anunciei. — E as de Melissa.

— Leva o que precisar, querida — disse Abigail. — Não se preocupe com nada além de chegar até ele.

Subi as escadas quase correndo. Entrei no quarto e coloquei Melissa no berço com cuidado. Assim que me afastei, minhas pernas cederam. Desabei de joelhos no chão, sem conseguir conter mais nada.

Chorei como não chorava há anos. Chorei pelo medo que senti. Pela angústia que me sufocou. Pelo desespero de imaginar meus filhos crescendo sem o pai. Chorei pelo susto, pela espera maldita, pela sensação de impotência. Levei as mãos ao rosto, os soluços cortando minha respiração.

A porta se abriu.

— Elisa…

Levantei o rosto e vi Ceci. No segundo seguinte, ela estava ajoelhada à minha frente, me envolvendo em um abraço apertado, quente, seguro.

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