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A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS romance Capítulo 10

Luana franziu as sobrancelhas, recuando dois passos para evitar a proximidade excessiva de Alessandro.

Ela estava irritada; aquele homem parecia uma sombra persistente da qual ela não conseguia se livrar.

E, pela sua experiência, nada de bom jamais resultava de um encontro com ele.

- Um bom cão não bloqueia o caminho - disparou Luana, a voz carregada de sarcasmo.

- O que você quer, Alessandro?

" Não consultei o calendário de azar antes de sair de casa hoje, por isso você continua cruzando o meu caminho."

Alessandro sentiu um aperto no peito.

Seus dedos finos giraram a taça de vinho com uma elegância tensa.

De perto, ele percebeu que a pele dela era branca e lisa como porcelana, e seus olhos, que antes o olhavam com adoração, agora brilhavam com uma determinação gélida que o deixava atônito.

Ele sentiu uma estranha familiaridade, como se estivesse redescobrindo alguém que nunca realmente conheceu.

- Luana - ele disse, a voz rouca.

- Deixe esse homem, o Mateus Curie.

Luana soltou uma gargalhada curta e desdenhosa.

- Você enlouqueceu? Quem você pensa que é para ditar como devo viver minha vida?

Nós somos estranhos, Alessandro.

Não temos mais nada a ver um com o outro.

Essa declaração atingiu Alessandro como um soco físico.

Ele viu alguns convidados observando a cena de longe, chocados.

Ninguém na capital ousava falar assim com o herdeiro dos Veronese.

Ele sentiu o rosto esquentar de fúria e orgulho ferido.

- Você só está com ele por dinheiro, não é? - Alessandro cuspiu as palavras, tentando encontrar uma lógica para o comportamento dela.

- Se for isso, diga quanto ele está te pagando?. Eu te dou o dobro, o triplo!

Apenas saia de perto dele.

Luana olhou para ele com uma expressão de pena.

Ela começou a se perguntar se a arrogância dele havia afetado seu cérebro.

Ele realmente achava que tudo se resumia a cifrões?

As palavras dele despertaram memórias amargas.

Ela se lembrou de quando morava na mansão dos Veronese e não tinha um centavo sequer.

Lembrou-se de uma noite em que teve uma febre altíssima e a mãe de Alessandro, em vez de ajudá-la, jogou água fria sobre ela, dizendo que "pobre não morre de febre".

Alessandro, na época, fora indiferente a todo aquele sofrimento.

- Sr. Alessandro Veronese - Luana disse, cada palavra saindo como uma lâmina afiada.

Sem esperar resposta, ela virou as costas e caminhou em direção ao salão, rezando para que o destino nunca mais os unisse.

- Alessandro? O que aconteceu?

- Camila segurou o braço dele com força, as unhas cravando no tecido do terno.

Ela tinha visto os dois próximos demais e o ciúme a corroía.

- A Hortência já foi embora, ela estava exausta. O que aquela mulher queria com você?

Alessandro não respondeu imediatamente.

Seus olhos permaneciam fixos nas costas de Luana enquanto ela desaparecia na multidão.

Ele se sentia humilhado e, ao mesmo tempo, fascinado. Luana era como um trem descarrilado: imprevisível e fora do seu controle.

Camila, percebendo o olhar perdido dele, mordeu o lábio até sangrar.

"Por que essa maldita voltou?", pensou. Ela estava tão perto de se tornar a Sra. Veronese , mas agora Luana era uma ameaça real.

- Alessandro... - Camila chamou novamente, usando o nome íntimo dele.

- Vamos dançar? Esqueça essa gente sem classe.

Alessandro finalmente desviou o olhar, mas sua expressão era sombria.

Uma ideia sombria começou a se formar na mente de Camila.

Se ela não pudesse afastar Luana com palavras, teria que usar métodos mais drásticos para garantir que ela desaparecesse de Arezzo de uma vez por todas.

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