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A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS romance Capítulo 9

- Ela acha que meu colar é falso e que eu sou uma "aproveitadora".

Mateus deu um passo à frente, e a aura de poder que ele emanava fez Hortência recuar dois passos.

Alessandro, logo atrás, observava a cena com o rosto sombrio.

- Senhor... - Hortência tentou mudar o tom, piscando os olhos para Mateus.

- Não se deixe enganar por ela. Luana é apenas uma caipira que tentou dar o golpe no meu irmão.

Ela só está te usando...O rosto de Mateus escureceu ainda mais.

A temperatura no corredor parecia ter caído abaixo de zero.

- Alessandro Veronese - disse Mateus, sem tirar os olhos de Hortência.

- Você vai lidar com a da sua família, ou devo eu mesmo mandar a segurança jogar essa mulher no meio da rua?

Alessandro deu um passo à frente, a mandíbula travada de fúria.

- Hortência, cale a boca e saia daqui agora! - rugiu ele.

- Mas irmão, ela...- AGORA!

- O grito de Alessandro ecoou pelo corredor.

Hortência saiu correndo, humilhada.

Camila tentou segui-la, mas o olhar gélido de Luana a deteve por um segundo.

Mateus envolveu os ombros de Luana protetoramente.

- Vamos, irmãzinha. O banquete principal vai começar e eu quero você ao meu lado - disse Mateus, lançando um olhar de desprezo absoluto para Alessandro antes de se retirarem.

Alessandro ficou ali, sozinho com Camila, sentindo uma fúria que não conseguia controlar.

Não era apenas por Hortência; era pelo modo como Mateus chamara Luana de "irmãzinha" e como ela parecia pertencer àquele mundo de elite muito mais do que ele jamais imaginou.

A presença daquela família sempre conseguia poluir o ambiente.

- Sr. Alessandro, sua família tem uma educação realmente... impressionante.

Meus olhos foram abertos hoje - ironizou Mateus , aproximando-se com um olhar de desdém.

Alessandro permaneceu em silêncio, a mandíbula travada.

Alessandro, encostado em um pilar, virou uma taça de vinho tinto de uma só vez.

Seus olhos não saíam de Luana.

Ele a via rir, girar e brilhar sob os holofotes, e a sensação de que Mateus era um estorvo tornou-se insuportável.

Ele queria ir até lá e arrancá-la dos braços daquele homem.

Quando a música terminou, Luana sentiu calor e caminhou em direção à varanda para tomar um ar.

Mateus foi interceptado por um assistente para tratar de negócios urgentes.

Alessandro viu a oportunidade.

Ele pousou a taça vazia, pegou outra e caminhou em direção à varanda.

Luana estava encostada no parapeito, observando as luzes da cidade, quando sentiu aquela presença familiar e intimidadora atrás dela.

Ela se virou e deu de cara com Alessandro.

- Precisamos conversar - disse ele, a voz rouca e carregada de uma tensão que Luana não sentia há anos.

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