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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 67

Ava

Depois do café da manhã mais lindo da minha vida, achei que Gregório já tinha superado todas as surpresas possíveis. Mas ele me provou que, com ele, o amor sempre dava um jeito de ir mais longe.

— Vai se arrumando, minha flor. Coloca aquele vestido leve que você usou no fim de semana da serra. E leva uma manta. A gente vai sair.

— Pra onde?

Gregório sorriu, deu um beijo leve na minha testa e respondeu só com uma piscadela.

— Confia.

E eu confiava. De olhos fechados, de corpo entregue. Me troquei com um frio na barriga gostoso, como se estivesse indo para o primeiro encontro. Coloquei o vestido de alça, soltinho, branco com flores azuis. O cabelo preso em um coque bagunçado e uma sandália rasteira confortável.

Quando descemos, o motorista já nos esperava. Gregório me deu a mão e me fez entrar no carro como se eu fosse uma princesa — e ele, o tipo de príncipe que não espera finais felizes, mas constrói cada detalhe do caminho.

A viagem foi tranquila. Ele colocou uma playlist com Norah Jones, Etta James e Nina Simone. E, por mais estranho que pareça, o silêncio entre nós era cheio. Cheio de tudo que a gente sentia. De todos os “eu te amo” não ditos e vividos.

Cerca de uma hora depois, o carro parou. E quando desci… perdi o ar.

Um campo de lavandas, inteiro florido, se estendia até o horizonte. O roxo vibrante contrastava com o céu azul claro e o verde suave das folhas. O vento leve trazia o perfume doce das flores, e embaixo de uma árvore, no topo de uma pequena colina, havia uma toalha estendida no chão, cestos com comida, duas taças de cristal e uma garrafa de vinho branco.

— Eu queria que você tivesse um lugar no mundo que fosse só seu. Aqui, ninguém te julga, ninguém te mede, ninguém te compara. Aqui… você respira.

As lágrimas vieram de novo. Porque ele sempre sabia. Sempre tocava onde ninguém jamais chegou.

Me sentei com ele sobre a toalha, tirei as sandálias, encostei a cabeça em seu ombro e ficamos assim, por um tempo, sem pressa de nada.

— Você me salvou, Gregório. Mesmo quando eu nem queria ser salva.

— Você se salvou. Eu só segurei sua mão no caminho.

Ele me serviu um pedaço de queijo com damasco, depois pegou morangos e levou até minha boca. Me observava com um olhar sereno, encantado, apaixonado. E mesmo ali, entre flores e céu, ainda dava pra sentir o desejo latente que vibrava entre nós.

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