Entrar Via

A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 56

Gregório

O caminho de volta pra casa foi silencioso. Ava estava com a cabeça encostada no meu ombro dentro do carro, a mão dela segurando firme a minha. Ela ainda estava abalada, e eu também. Mesmo com o ferimento superficial no braço esquerdo, a sensação de vulnerabilidade mexeu comigo.

Não era só sobre a bala. Era sobre o que ela representava.

Tocar em mim era um recado. Um aviso.

Mas ninguém ameaça um Hackman e sai impune.

Quando o carro dobrou na alameda que levava até minha casa, a primeira coisa que percebi foi a quantidade de carros estacionados na frente. E não eram quaisquer carros. Eram os carros deles.

Suspirei, soltando a mão de Ava devagar.

— Que foi? — ela perguntou.

— O conselho está aqui.

Ela franziu a testa.

— O conselho? O que eles estão fazendo aqui?

— Os mais antigos. Os que ajudaram a construir a nossa organização. Eles só aparecem assim quando querem me lembrar que, por mais que eu seja o rosto do poder, eles são as mãos invisíveis que ajudam a sustentar tudo.

Ava engoliu seco.

— Quer que eu fique no carro?

— Você vem comigo. Agora você é uma Hackman também.

Ela apertou minha mão de novo e assentiu. Corajosa. Forte. Linda.

Entramos juntos. O som dos nossos passos ecoava no mármore silencioso. As luzes da sala estavam todas acesas, e eles estavam ali: cinco homens e duas mulheres, todos com mais de sessenta anos, vestindo roupas caras, olhares frios, postura de estátuas.

Ramón, Javier e Tomás estavam entre eles. Os mesmos que haviam me pressionado sobre o casamento antes de Ava aceitar meu pedido. Os outros eram Lázaro, Gustavo, Helena e mais uma conselheira que raramente participava das reuniões.

A presença deles enchia o ambiente de tensão.

Quando coloquei os pés dentro da sala, me antecipei:

— Achei que fôssemos marcar antes de aparecerem assim.

Lázaro, o mais velho, se levantou. Os olhos varreram Ava de cima a baixo.

— Foi necessário. E queríamos ver com os próprios olhos… sua esposa.

O olhar dele parou no rosto dela. E então, sem disfarçar, sorriu.

— A senhora Hackman é ainda mais impressionante pessoalmente.

Outro deles, Gustavo, completou:

— Sim. Sua esposa é muito bonita. Uma mulher de presença.

Senti Ava se encolher um pouco, desconfortável com os olhares. Fui até ela, envolvi sua cintura com o braço direito e respondi:

— Obrigado pelos elogios, mas a beleza dela não está em discussão hoje. Ava, amor, pode subir. Eu te encontro lá em cima daqui a pouco.

Ela me lançou um olhar hesitante, mas confiou. Subiu as escadas com a leveza de quem já deixou de ser sombra há muito tempo.

Quando ela desapareceu do meu campo de visão, o tom da sala mudou.

Lázaro foi o primeiro a falar:

— Ela é diferente. Mais do que esperávamos. Uma mulher de presença.

Gustavo cruzou os braços.

— Mas ainda falta uma coisa.

Fiquei de pé. Não fiz questão de esconder minha impaciência.

— Vamos direto ao ponto?

Foi então que Helena, a única mulher daquele conselho que eu realmente respeitava, falou:

— Você está casado. Consolidou sua imagem pública. Trouxe estabilidade. Mas o tempo está correndo, Gregório. Você já passou dos trinta. E ainda não tem um herdeiro.

Silêncio.

Aquilo não era exatamente uma surpresa. Mas ouvir da boca deles dava um peso diferente.

— E se eu não quiser ter filhos agora?

Helena ergueu uma sobrancelha.

— Você não quer ou ela não pode?

Senti meu sangue ferver.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Noiva Quebrada do Mafioso