Entrar Via

A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 57

Ava

Escolher o vestido certo pro casamento da Scarlett era mais do que uma tarefa. Era uma missão. Um ato de guerra silencioso. Eu não ia ser só uma convidada. Eu ia ser o lembrete vivo de tudo que ela tentou me tirar… e falhou.

O convite da cerimônia finalmente tinha chegado, e eu já havia decidido que iria. Também tinha escolhido um vestido vinho-escuro algumas semanas antes, mas agora estava pensando em outra coisa. No capítulo anterior da minha vida, eu jamais teria coragem de fazer aquilo. Agora… bom, agora eu queria provocar um pouquinho.

Passei a manhã toda revirando o armário, jogando vestidos em cima da cama, analisando cada detalhe, cada decote. Nenhum deles era o bastante. Nada ali estava à altura do que eu precisava transmitir.

Não era só sobre beleza.

Era sobre domínio.

Era sobre fazer aquela vadia entender que o reinado dela acabou.

Peguei o celular e liguei pra Maya.

— Preciso de um vestido novo. E não pode ser qualquer um.

— O que você tem em mente?

— Algo que cale a boca de todo mundo. Que transforme a noiva em figurante.

Maya riu do outro lado da linha.

— Vem pra loja. A gente vai achar isso juntas.

---

A boutique onde Maya me esperava era um refúgio de luxo e provocação. Toda vez que eu pisava lá, saía com a autoestima renovada. Dessa vez, não seria diferente.

Ela me recebeu com um sorriso empolgado.

— Senta. Me conta. Que tipo de bomba você quer soltar no altar alheio?

— Uma bomba branca.

Ela arregalou os olhos, surpresa e animada.

— Branco? Você quer ir de branco no casamento da sua irmã?

— Exatamente. Eu sei que disse ao Gregório que era brincadeira, mas mudei de ideia. Ela roubou meu ex-noivo, mas eu vou roubar o protagonismo. Que ela brilhe no palco… eu vou ser o holofote.

— Você é maluca. Eu amo.

Passamos quase duas horas experimentando vestidos. Tinha um com pedrarias, outro com renda francesa, um tomara que caia com cauda esvoaçante. Mas foi quando Maya apareceu com ele que eu soube.

O vestido era branco como a lua, de cetim pesado, justo no corpo como uma segunda pele. A alça era delicada, e o decote nas costas ia até quase a linha da cintura. Tinha uma fenda lateral poderosa e um brilho sutil que só aparecia quando a luz batia.

Vesti.

E me vi.

Não era mais a Ava que chorava escondida no quarto, se perguntando por que não era suficiente.

Era a Ava que sobreviveu.

Que amou e foi amada.

Que aprendeu a gostar de si mesma e não perdeu o veneno.

Maya me olhou com a boca aberta.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Noiva Quebrada do Mafioso