Entrar Via

A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 37

Ava

Acordei com o cheiro de café e o som das ondas quebrando na praia. Por alguns segundos, fiquei deitada, tentando entender por que o quarto parecia tão diferente. Então olhei para a aliança no meu dedo e sorri. Estava na nossa lua de mel, em uma casa maravilhosa à beira-mar, e o homem com quem eu havia me casado no dia anterior provavelmente já estava acordado.

Estiquei o braço para o lado, encontrando apenas os lençóis ainda amassados. Gregório não estava na cama. Sentei-me devagar, peguei uma das camisas dele que havia ficado sobre a poltrona e a vesti antes de caminhar até a varanda.

Ele estava de costas, segurando uma xícara de café e observando o horizonte. Usava uma calça confortável e estava com os cabelos bagunçados, completamente diferente do homem impecável que costumava sair para resolver os negócios da organização.

Fiquei alguns segundos admirando aquela cena.

— Bom dia, marido.

Gregório se virou imediatamente. Quando me viu usando sua camisa, abriu um sorriso.

— Bom dia, minha esposa. Dormiu bem?

— Muito. E você?

— Melhor do que imaginei.

Aproximei-me, e ele me recebeu com um abraço. Encostei a cabeça em seu peito, aproveitando a brisa fresca que vinha do mar. Era bom estar ali, sem horários apertados ou compromissos esperando por nós.

— Achei que você ainda estivesse dormindo — ele comentou.

— Acordei sentindo cheiro de café. Impossível continuar na cama.

Gregório riu e pegou uma caneca que estava sobre a pequena mesa da varanda.

— Então isso aqui é seu.

Olhei para o objeto e comecei a rir.

Na caneca branca, escrito em letras douradas, estava: Sra. Hackman.

— Gregório!

— O quê?

— Você mandou fazer uma caneca com meu novo sobrenome?

— Mandei.

— Você não existe!

Ele ergueu uma sobrancelha.

— Não gostou?

— Amei! Só não imaginava que você fosse fazer essas coisas.

— Vai descobrir muita coisa sobre mim, senhora Hackman.

Peguei a caneca e dei um gole de café antes de me acomodar em uma das cadeiras. Gregório se sentou ao meu lado, observando minha expressão divertida.

— Você tá gostando de ser casada comigo? — perguntou.

Fingi pensar por alguns segundos.

— Até agora, o serviço está excelente. Café na varanda, vista para o mar, marido bonito… Vou deixar uma avaliação de cinco estrelas.

Ele gargalhou.

— Fico feliz em saber.

— Mas ainda preciso avaliar o café da manhã completo.

— Você é impossível, Ava.

— Aprendi com você.

Continuamos conversando enquanto o sol subia lentamente. Gregório me contou que havia pedido para prepararem o café da manhã e que, depois, poderíamos conhecer a praia que havia mencionado na noite anterior.

— Você não tem nenhuma reunião hoje? — perguntei.

Ele me olhou como se eu tivesse acabado de dizer um absurdo.

— Ava, estamos na nossa lua de mel.

— Eu sei. Mas você vive com o celular tocando.

— Marco e César conseguem resolver as coisas por alguns dias. Se acontecer alguma emergência, vão me avisar.

— Então vou ter meu marido só pra mim?

Gregório segurou minha mão.

— Essa é a ideia.

Sorri e voltei a observar o mar. Eu sabia que as responsabilidades dele não desapareceriam simplesmente porque estávamos casados. Mas gostava de perceber que estava fazendo um esforço para separar aquele tempo para nós.

---

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Noiva Quebrada do Mafioso