Ava
A viagem foi tranquila, mas meu coração parecia ter corrido uma maratona o tempo inteiro. Enquanto o jatinho sobrevoava o mar azul, eu olhava pra aliança no meu dedo como se ela ainda não fosse real.
Mas era.
Eu era a esposa de Gregório Hackman.
E agora, começava a parte da história que mais me deixava nervosa.
A lua de mel.
O carro preto nos esperava quando desembarcamos. Um motorista educado abriu a porta, e Gregório me ajudou a entrar com um sorriso no rosto. O caminho até a casa de praia foi silencioso, mas confortável. A mão dele segurava a minha o tempo inteiro.
Quando paramos, fiquei de boca aberta.
A casa era mais parecida com um sonho: fachada de pedras claras, janelas enormes, uma varanda com vista pro mar e um jardim florido. Mas o que me tirou o ar de verdade foi o que aconteceu quando descemos.
Gregório me olhou com um sorrisinho nos lábios, se aproximou e se abaixou de leve.
Ava: “Gregório… o que você tá fazendo?”
Gregório: “Levando minha mulher pro quarto. Como deve ser.”
Ava: “Não… não faz isso. Eu sou muito pesada.”
Ele me olhou com um olhar tão firme que calou qualquer insegurança minha.
Gregório: “O seu ex que era fraco. Eu não sou. Eu consigo carregar a minha mulher no colo.”
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ele me ergueu.
Como se eu não pesasse nada.
Me aninhei no peito dele, completamente sem palavras. O coração batendo rápido, o rosto quente de vergonha e encantamento.
Ele subiu os degraus devagar, firme, como se estivesse carregando o que tinha de mais precioso no mundo.
Quando abriu a porta do quarto, eu quase chorei.
O ambiente era mágico.
Véus brancos pendiam do teto, as luzes suaves refletiam nas pétalas vermelhas espalhadas pelo chão, e havia uma cama gigante cercada por velas acesas em todos os cantos. Um perfume doce de baunilha e lavanda preenchia o ar.
Ava: “Gregório…”
Gregório: “Gostou?”

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