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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 34

Ava

A música começou suavemente, um instrumental clássico que se misturava aos aplausos dos convidados. Gregório segurou minha mão e me conduziu até o centro do salão de festas do Villa Blanche. Os lustres iluminavam as mesas decoradas com flores brancas, e eu ainda não conseguia acreditar que aquele homem maravilhoso agora era meu marido.

— Preparada para nossa primeira dança, senhora Hackman?

Sorri.

— Preparada. Só não reclama se eu pisar no seu pé.

— Sobrevivo.

Ele passou uma das mãos pela minha cintura, e começamos a dançar. Eu estava nervosa, mas Gregório conduzia nossos movimentos com tanta tranquilidade que logo consegui relaxar. Quando ergui os olhos, encontrei seu sorriso.

— Você está linda — murmurou.

— Já falou isso umas vinte vezes hoje.

— E pretendo repetir mais umas cem.

Ri, encostando a cabeça em seu ombro. Quando a música terminou, ele me girou delicadamente e me beijou, arrancando aplausos dos convidados.

Depois veio o brinde. Marco, que havia aceitado ser um dos padrinhos, levantou sua taça e pediu a atenção de todos.

— Conheço Gregório há muitos anos e posso garantir que nunca imaginei vê-lo tão nervoso quanto estava hoje, esperando a noiva chegar.

Os convidados riram, e Gregório balançou a cabeça.

— Marco, cuidado com o que vai falar.

— Estou sendo gentil, chefe! — respondeu, arrancando mais risadas. — Desejo aos dois uma vida de companheirismo, respeito e felicidade. E, Ava, obrigado por conseguir fazer esse homem sorrir mais.

Erguemos nossas taças, emocionados.

A festa continuou animada, e pouco depois chegou a hora de jogar o buquê. Maya estava no meio das convidadas, praticamente pulando de ansiedade.

— J**a pra mim, sua desgraçada! — gritou.

— Maya! — repreendi, gargalhando.

Virei de costas, contei até três e joguei.

O grito que ouvi em seguida me fez virar imediatamente.

Maya estava segurando o buquê acima da cabeça.

— EU PEGUEI!

Corri para abraçá-la, rindo tanto que precisei segurar a saia do vestido para não tropeçar. Gregório observava tudo a poucos passos, divertido com nossa animação.

Eu estava aproveitando cada segundo quando vi Marco se aproximar discretamente do meu marido. Os dois trocaram algumas palavras, e a expressão de Gregório ficou séria.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei.

Ele hesitou.

— Sua irmã está novamente na entrada da propriedade. Está fazendo um escândalo porque não foi autorizada a entrar.

Meu sorriso desapareceu.

— Scarlett?

— Ela mesma. Os seguranças estão resolvendo.

Soltei um suspiro irritado.

— Aquela mulher não consegue me deixar em paz nem no dia do meu casamento.

Antes que Gregório respondesse, meu celular começou a tocar dentro da pequena bolsa que havia deixado sobre uma mesa.

Scarlett.

Olhei para a tela e respirei fundo.

— Quer saber? Eu vou atender.

— Tem certeza? — Gregório perguntou.

— Tenho. Preciso dizer uma coisa pra ela.

Afastei-me um pouco da música e atendi.

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