Ava
A música começou suavemente, um instrumental clássico que se misturava aos aplausos dos convidados. Gregório segurou minha mão e me conduziu até o centro do salão de festas do Villa Blanche. Os lustres iluminavam as mesas decoradas com flores brancas, e eu ainda não conseguia acreditar que aquele homem maravilhoso agora era meu marido.
— Preparada para nossa primeira dança, senhora Hackman?
Sorri.
— Preparada. Só não reclama se eu pisar no seu pé.
— Sobrevivo.
Ele passou uma das mãos pela minha cintura, e começamos a dançar. Eu estava nervosa, mas Gregório conduzia nossos movimentos com tanta tranquilidade que logo consegui relaxar. Quando ergui os olhos, encontrei seu sorriso.
— Você está linda — murmurou.
— Já falou isso umas vinte vezes hoje.
— E pretendo repetir mais umas cem.
Ri, encostando a cabeça em seu ombro. Quando a música terminou, ele me girou delicadamente e me beijou, arrancando aplausos dos convidados.
Depois veio o brinde. Marco, que havia aceitado ser um dos padrinhos, levantou sua taça e pediu a atenção de todos.
— Conheço Gregório há muitos anos e posso garantir que nunca imaginei vê-lo tão nervoso quanto estava hoje, esperando a noiva chegar.
Os convidados riram, e Gregório balançou a cabeça.
— Marco, cuidado com o que vai falar.
— Estou sendo gentil, chefe! — respondeu, arrancando mais risadas. — Desejo aos dois uma vida de companheirismo, respeito e felicidade. E, Ava, obrigado por conseguir fazer esse homem sorrir mais.
Erguemos nossas taças, emocionados.
A festa continuou animada, e pouco depois chegou a hora de jogar o buquê. Maya estava no meio das convidadas, praticamente pulando de ansiedade.
— J**a pra mim, sua desgraçada! — gritou.
— Maya! — repreendi, gargalhando.
Virei de costas, contei até três e joguei.
O grito que ouvi em seguida me fez virar imediatamente.
Maya estava segurando o buquê acima da cabeça.
— EU PEGUEI!
Corri para abraçá-la, rindo tanto que precisei segurar a saia do vestido para não tropeçar. Gregório observava tudo a poucos passos, divertido com nossa animação.
Eu estava aproveitando cada segundo quando vi Marco se aproximar discretamente do meu marido. Os dois trocaram algumas palavras, e a expressão de Gregório ficou séria.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntei.
Ele hesitou.
— Sua irmã está novamente na entrada da propriedade. Está fazendo um escândalo porque não foi autorizada a entrar.
Meu sorriso desapareceu.
— Scarlett?
— Ela mesma. Os seguranças estão resolvendo.
Soltei um suspiro irritado.
— Aquela mulher não consegue me deixar em paz nem no dia do meu casamento.
Antes que Gregório respondesse, meu celular começou a tocar dentro da pequena bolsa que havia deixado sobre uma mesa.
Scarlett.
Olhei para a tela e respirei fundo.
— Quer saber? Eu vou atender.
— Tem certeza? — Gregório perguntou.
— Tenho. Preciso dizer uma coisa pra ela.
Afastei-me um pouco da música e atendi.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Noiva Quebrada do Mafioso