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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 12

Narrado por Gregório

Tem coisas que a gente faz sem saber por quê.

Mas com ela... tudo em mim muda.

Quando Ava me contou sobre o bebê, sobre o Brian, sobre como começou a se odiar, eu senti algo que não estou acostumado a sentir: impotência.

Eu posso matar. Sumir com qualquer corpo. Mover caixas e pessoas.

Mas eu não posso apagar o passado dela.

Então, se eu não posso mudar o que foi… posso, pelo menos, mostrar o que ela merece daqui pra frente.

E Ava merece o mundo.

**

Acordei antes do sol nascer.

Chamei o César e o Marco, dois dos meus homens mais antigos. Leais. Calejados. Treinados pra matar com uma mão e fazer vigilância com a outra. Mas hoje…

estavam diante de um mapa e um pedido que jamais imaginaram.

— Você quer que a gente leve ela pra uma casa no lago? — César perguntou, franzindo a testa.

— Exatamente — respondi. — Tudo pronto quando ela acordar. Helicóptero pousa aqui às oito.

Marco me olhou como se eu tivesse perdido a cabeça.

— Senhor... desculpa, mas... vai só você e ela?

— Só nós dois.

Eles se entreolharam. Eu vi no olhar deles. Estavam assustados.

— Flores. Vinho. A melhor comida. Música baixa. Luzes penduradas. Toalhas aquecidas. E ninguém com arma visível enquanto ela estiver por perto.

Marco chegou a rir nervoso.

— O chefe tá diferente.

— O chefe quer silêncio e obediência. Só isso.

**

Ela acordou com um bilhete ao lado da cama e uma bandeja de café da manhã.

> “Hoje, eu vou te mostrar o que você nunca teve, mas sempre mereceu.

Vista algo leve. Cabelo solto. Coração aberto.

– G.”

Quando desceu, hesitante, Marco soltou pelo rádio:

— Senhor… ela tá linda.

Ele não estava mentindo.

Vestido branco leve, cabelo trançado de lado, sem maquiagem.

Mas ela parecia feita de céu.

Cheguei perto. Toquei sua mão. Beijei sua testa.

— Confia em mim?

Ela hesitou, depois assentiu.

**

No helicóptero, ela ficou em silêncio um tempo. Observava a cidade ficar pequena. Depois, o campo. E então, o lago.

— Aonde a gente tá indo? — ela perguntou.

— Pra um lugar onde a única coisa importante é você.

**

A casa era simples, mas mágica.

Beira de lago. Madeira polida. Trilha de folhas secas. Brisa calma.

Quando ela desceu do helicóptero, parou. Olhou tudo ao redor com um tipo de espanto que machuca.

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