A sogra da enfermeira estava com o rosto completamente transtornado pela raiva. Naquele momento de desespero, deixando de lado qualquer resquício de orgulho ou vergonha, ela empurrou o próprio filho para o lado com força, deu um passo à frente e apontou o dedo indicador diretamente para o rosto de Valentino, esbravejando:
— Pois então chame! Chame a polícia agora mesmo! Vocês acham que são os únicos que sabem o caminho da delegacia? Estão aqui acusando a minha nora de vender remédio falsificado, mas eu aviso, se vocês não provarem o que estão dizendo, eu juro que vou fazer a vida de vocês virar um inferno!
Liliane sentiu o corpo congelar ao ouvir aquela ameaça.
"Provas?", pensou ela, sentindo um frio na espinha. "Meu Deus, e agora? Nós não temos prova nenhuma!"
Tomada pelo pânico, ela buscou o olhar de Valentino de forma cúmplice. Ele, no entanto, permaneceu com a expressão completamente serena e imperturbável. Sem hesitar um segundo sequer, pegou o celular do bolso e discou o número da polícia local.
— Por favor, gostaria que me transferisse para a delegacia de Santa Aurora. — Solicitou ele, com a voz firme e pausada.
— Você... seu insolente... — Gaguejou a velha senhora, sem conseguir acreditar que ele realmente estava levando a ameaça adiante. Ela começou a tremer tanto de indignação que parecia prestes a desmaiar ali mesmo.
O filho, assustado com o estado da mãe, amparou-a rapidamente pelos ombros para que ela não caísse.
— Calma, mãe! Fica calma!
— Não! Por favor, não chamem a polícia! — Gritou uma voz desesperada.
Finalmente, a enfermeira, que até então se mantinha escondida no interior da casa, correu para o quintal. Ela tinha os olhos vermelhos, marejados de lágrimas, e olhava suplicante para Valentino e Liliane.
— Conto tudo o que vocês quiserem saber! Eu juro! Mas, por favor, não chamem a polícia! A gente não pode envolver a polícia nisso de jeito nenhum!
Valentino abaixou o aparelho celular, mantendo o tom de voz calmo e acolhedor:
— Eu sei que você foi usada como bode expiatório nessa história toda do hospital. Por isso mesmo, nunca tive a intenção real de prejudicar você. Fico feliz que tenha decidido conversar conosco de forma civilizada.
Ao ouvir aquelas palavras de garantia, a expressão de extrema tensão no rosto da enfermeira se suavizou visivelmente. Ela respirou fundo, virou-se para o cunhado e para a sogra e pediu com a voz mais mansa:
— Jacarias, por favor, leve a mamãe para dentro. Ela precisa descansar.
— Tudo bem, vamos. — Respondeu ele, passando o braço pela cintura da mãe, que ainda reclamava de dor de cabeça, e a conduzindo para o interior do estabelecimento.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
História finalizou assim ?...
Não tem mais atualização da história?...
A história acabou? Há dias não é atualizada, não sai do cap. 925......
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...