A Sra. Souza estava sentada no leito, com o olhar perdido no vazio, alheia a tudo ao redor. Ao lado da cama, Danilo passava a escova pelas mechas da esposa com extrema delicadeza, temendo puxar qualquer fio ou causar o menor incômodo. Havia uma ternura comovente em cada movimento daquele homem.
A claridade da manhã entrava pela fresta da cortina e iluminava os fios prateados da paciente, mas não conseguia acender qualquer centelha de vida naqueles olhos vidrados. Parecia uma boneca de porcelana sem alma, incapaz de reagir à voz do marido ou ao toque carinhoso das mãos dele, apenas se deixando cuidar de forma passiva.
Do outro lado do vidro, Luana sentiu um aperto doloroso no peito. Engoliu a angústia, respirou fundo para recuperar a postura e bateu de leve na porta antes de entrar.
— Olha só quem chegou. — Disse Danilo, erguendo o rosto com um sorriso afetuoso. Ele se inclinou perto do ouvido da esposa. — A nossa menina veio ver você de novo, meu bem.
A Sra. Souza não esboçou qualquer reação.
Luana forçou um sorriso sereno, aproximou-se da cama e envolveu as mãos frias da mãe entre as suas.
— Falta pouco, mãe. Espere só mais uns dias. Eu garanto que vou trazer a senhora de volta para nós.
Aquela era uma promessa que ela pretendia cumprir a qualquer custo.
Pouco depois, veio a confirmação oficial de que o Instituto Solaris havia obtido a aprovação das patentes necessárias para a cirurgia. Por se tratar de um procedimento inédito no mundo, a equipe médica passou três dias trancada em reuniões intermináveis, discutindo riscos, etapas e protocolos de segurança.
Se a intervenção desse certo, a medicina daria um salto gigantesco no tratamento do Alzheimer. A comunidade científica internacional inteira estava de olho naquele desfecho, e os diretores do instituto depositavam expectativas enormes sobre o projeto.
Ao final do terceiro dia, o planejamento cirúrgico foi dado como concluído.
No dia marcado, a Sra. Souza foi levada na maca em direção ao bloco operatório. Luana vestiu a paramentação cirúrgica completa e parou diante da antessala estéril, vendo as portas pesadas de aço se fecharem lentamente atrás da paciente.
O cheiro penetrante de desinfetante hospitalar tomava o ar, frio e pungente. Em vez de deixá-la nervosa, aquele ambiente familiar trouxe uma calmaria inesperada aos seus pensamentos. Ela soltou o ar dos pulmões com calma, guardou o medo e a expectativa no fundo da alma e concentrou cada fibra do seu ser na tarefa que tinha pela frente.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Não tem mais atualização da história?...
A história acabou? Há dias não é atualizada, não sai do cap. 925......
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....