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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 862

— Achei que você fosse jantar com o Vinícius e a Sarah. — Ricardo pausou a reunião e fechou o notebook.

Luana se virou na direção dele, abrindo um sorriso descontraído.

— O Vinícius e a Sarah estão curtindo um momento de casal, então eu não ia ser sem noção de ficar lá segurando vela, né?

Ricardo aproveitou o movimento para puxá-la pela cintura, pousando uma das mãos com carinho sobre a barriga saliente dela.

— Quando essas crianças nascerem, a gente também vai conseguir tirar um tempo só para nós dois.

— Ai... — Ela soltou um gemido baixo.

Vendo a reação repentina, o rosto de Ricardo empalideceu na mesma hora, tomado pela aflição.

— O que foi? Está sentindo alguma coisa?

Com as duas mãos apoiadas na barriga, Luana soltou uma risada fraca.

— Eles me chutaram.

— É mesmo? Deixa eu escutar como estão aprontando com você. — Com a testa levemente franzida, ele abaixou a cabeça e colou o ouvido no ventre dela.

Ao observar a cena tão afetuosa, Luana não conseguiu segurar uma gargalhada gostosa.

...

Dias depois, em Santa Aurora.

Depois de muita insistência e de provar que suas intenções eram sérias, a enfermeira responsável pelo estoque de medicamentos aceitou se encontrar com Liliane após o expediente.

Quando foi dar a notícia para Valentino, ela transbordava alegria e orgulho. Apesar do hematoma ainda evidente perto do olho, que a fazia apertar as pálpebras de um jeito engraçado, a expressão dela irradiava uma doçura cativante.

— E aí, o que me diz? Isso prova que o esforço compensa, não é? — Ela quase colou o corpo no dele, com os olhos brilhando de expectativa, aguardando ansiosa por um elogio.

Valentino desviou o olhar, soltando um grunhido de concordância do fundo da garganta.

— Vencendo a coitada pelo cansaço, claro que conta.

O sorriso dela desapareceu no mesmo instante, dando lugar a um muxoxo.

— Eu já devia saber que você ia falar uma coisa dessas.

Liliane parou, deixando o cardápio de lado. Percebendo a pressa da mulher, decidiu ir direto ao ponto.

— O hospital está atrasando o pagamento de vocês, não está? Eu reparei que o movimento lá anda bem fraco ultimamente, e fiquei pensando se o problema não seria falta de verba...

— E se for isso? O que a Sinar Medical planeja fazer? Vocês vão cancelar a nossa parceria ou vão exigir uma indenização do hospital? — A enfermeira retrucou, na defensiva.

Liliane engasgou com a resposta. O impulso foi virar a cabeça para procurar a ajuda de Valentino, mas ela lembrou dos conselhos dele e se conteve.

— Eu vou fazer o possível para relatar a situação de vocês para a empresa, pois a minha intenção não é cancelar o contrato.

A enfermeira ergueu os olhos, deixando transparecer uma ponta de surpresa.

— Mas por quê?

Desde que o hospital tomou essa atitude, todo mundo já esperava pelo pior. A questão é que o pessoal da Sinar Medical nunca deu as caras por lá nestes últimos três anos. A cidade era bem esquecida e carente. Sem divulgação, sem turismo e muito menos dinheiro para investir em crescimento, quase nunca se via gente de fora. A ideia da administração era cobrir o rombo dali a uns anos, quando as coisas melhorassem, acreditando que a empresa nem notaria. Ninguém imaginava que a equipe apareceria justo agora.

Sem fazer ideia de tudo o que passava pela cabeça da outra, Liliane continuou explicando com toda a sinceridade.

— Afinal de contas, estamos falando de remédios que salvam vidas. Se a gente romper o contrato e a cidade ficar sem esses medicamentos, o pessoal vai ter que viajar até a capital toda vez que tiver uma emergência. E se alguém piorar no meio do caminho por causa dessa demora, o hospital vai ficar em uma situação bem complicada, não acha?

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