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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 86

Ele retomou o controle da situação e colocou novamente a iniciativa em suas próprias mãos.

Isso foi motivo de desconforto para Estefânia.

Por que razão ele deveria comandar essa relação?

“Já que você não tem sinceridade, então não há mais o que conversar.” Ela retirou a máscara facial e a jogou de lado. “Péricles, é isso entre nós. Três meses estão quase se completando, e quando chegar a hora, vamos colocar tudo sobre a mesa. O que for seu, será seu, o que for meu, será meu. Tudo ficará bem claro.”

O coração de Péricles se esfriou com aquelas palavras.

A estranheza de Estefânia o deixou completamente sem reação.

Entre eles, não deveria chegar a esse ponto.

“Existe algum grande ódio entre nós, Estefânia? Você ainda é a mesma Estefânia de antes?”

“E você?” O olhar de Estefânia se tornou gélido. “Você um dia me disse que, nesta vida, só amaria a mim. Cumpriu isso? Você também está mudando, não está? Com que direito exige lealdade absoluta dos outros? Não acha isso ridículo?”

Neste mundo, nunca faltaram companheiros confiáveis.

Péricles não era um deles, mas isso não significava que ela jamais encontraria alguém leal.

Homens, para ela, eram como panos de chão.

Quando se sujavam, ela simplesmente os descartava. Hoje em dia, havia muitos desses descartáveis, não valia a pena se importar.

Péricles ficou extremamente irritado.

Levantou a mão e segurou o pescoço de Estefânia.

Ela o olhou com teimosia, os lábios vermelhos entreabertos, sem demonstrar medo algum, até com uma certa sensualidade.

Quanto tempo fazia que ele não olhava de verdade para sua esposa?

Ela já fora, em Maravilha Azul, a musa inalcançável dos sonhos de todos os homens.

Ele tinha tido sorte ao tê-la ao seu lado como esposa.

Havia jurado protegê-la por toda a vida.

Mas agora?

No coração dela, havia espaço para outro homem; aquele tal de Leonel, em que ele poderia ser melhor do que ele próprio?

Só de imaginar que Estefânia não guardava mais lugar para ele em seu coração, Péricles sentiu-se como um louco e tomou seus lábios, beijando-a de forma intensa, como se conquistasse uma fortaleza.

Ele sequer se preocupou em tirar a roupa, apenas a pressionou contra a banheira.

A raiva superou o amor.

Estefânia recusou. “Não quero.”

“Querendo ou não, é seu.” Ele insistiu.

Como se, ao dar o presente, Estefânia tivesse a obrigação de fazer as pazes com ele.

Estefânia não conseguiu resistir à força dele.

O colar acabou ficando em seu pescoço.

“Péricles, não tem sentido algum você fazer isso.” Ela pegou uma toalha, envolveu o corpo e saiu da banheira. “A nossa relação não vai mudar por causa de um colar.”

“Por que pensar tão longe? Enquanto você for minha esposa, eu vou querer você.”

Ele se aproximou por trás, abraçou-a com força e murmurou com voz rouca: “Na verdade, eu sei que você não gosta do Leonel. Você só está fazendo isso para me provocar, não é?”

“E você gosta da Daniela? Também faz isso só para me provocar?” Ela não acreditava que Péricles pudesse ser tão infantil. “Nós não somos mais crianças, nem estamos numa idade em que não suportamos a traição amorosa. O melhor é levantar a cabeça e seguir em frente.”

Quando o sentimento termina, simplesmente termina.

Falar qualquer outra coisa, não adiantaria.

O olhar de Péricles foi se tornando cada vez mais sombrio. Ela realmente não o amava mais...

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