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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 76

Daniela retirou a máscara.

Olhou para Estefânia com malícia e declarou: “Eu vim mesmo para irritá-la até a morte. E ainda te digo mais, foi o Péricles que me mandou aqui. Ele disse que na família Moreira não tem gente boa, quanto menos, melhor.”

“Estefânia, não acredite nela.” tossiu Adriana, cuspindo mais sangue logo em seguida.

Daniela cruzou os braços e se aproximou de Adriana, zombando: “Se Péricles realmente se importasse com a família Moreira, por que teria me deixado engravidar? Enquanto houver alguém da família Moreira vivo, nunca teremos paz. Vamos começar por você, você vai ser a primeira a morrer.”

Os dedos de Estefânia tremeram.

Aquilo era um ultraje.

“Daniela, vai morrer...”

Ela pegou a faca de frutas em cima do criado-mudo e avançou contra Daniela.

“Péricles, me salva...” Daniela gritou, protegendo a cabeça.

No exato momento crítico.

Péricles chegou a tempo, protegendo Daniela em seus braços; a faca cravou com força no seu braço musculoso.

Sangue.

Manchou rapidamente a camisa branca dele.

Era uma cena chocante.

Os olhos de Estefânia estavam cheios de fúria.

Com ferocidade, ela tentou novamente atacar Daniela, rasgando e enlouquecendo.

Péricles rapidamente segurou o pulso de Estefânia, onde estava a faca, e gritou com severidade: “Você ficou louca? Solte essa faca agora!”

“Péricles, sai da minha frente!” A voz de Estefânia ficou aguda de raiva. “Hoje eu mato ela, se você tentar me impedir, você morre também.”

Não queria mais viver.

A vida estava insuportável.

Afinal, cedo ou tarde, a morte viria.

Que todos morressem...

“Péricles, me salva, Estefânia enlouqueceu...”

Daniela se escondeu atrás do peito de Péricles, a voz trêmula e desamparada.

Mas o canto de sua boca revelava um sorriso frio e de triunfo.

O olhar de Péricles ficou sério, fixo no rosto transtornado de Estefânia: “Se você a matar, acha que não vai pagar por isso? Sua vida não vale nada? Solte a faca!”

“Sim, estou cansada de viver!” Estefânia gritou em desespero, a faca brilhando nas mãos. “Mesmo que eu perca minha vida, vou matar vocês, todos vocês.”

Estefânia já tinha perdido a razão.

Uma senhora da limpeza entrou para remover todo o sangue do chão.

Em poucos minutos.

Pareceu que nada havia acontecido.

Adriana abraçou a filha com o coração apertado: “Estefânia, você não deveria ter sido tão impulsiva, não vale a pena.”

Estefânia sorriu amargamente.

O que realmente valia a pena?

Ter a família saudável, segura e feliz, isso sim era importante.

O resto, não importava.

Ela já tinha vivido uma vida inteira.

Nesta vida, viver ou não já não fazia diferença; só queria o bem da família.

Estefânia já estava pronta para ser levada pela polícia para prestar esclarecimentos.

Providenciou que Helder viesse cedo ao hospital para cuidar da mãe.

Quando Helder soube do impulso da filha, não teve coragem de repreendê-la.

“Filha, eu sei que você está sofrendo. Um marido infiel, uma amante te provocando, sua mãe gravemente doente. Mas Estefânia, seus pais só querem que você viva bem. Enquanto estiver viva, há esperança. Se algo acontecer com você, nós também não conseguimos continuar.”

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