Estefânia sorriu friamente, voltou-se com desdém e deu-lhe um tapa no rosto. “Reencarnou querendo vingança? Você tem essa chance? Já que também voltou à vida, deveria saber: na vida passada, seu destino foi a morte, e nesta vida será o mesmo.”
“Você me bateu?” Daniela levantou a mão, querendo revidar, mas Estefânia segurou seu pulso, virou-lhe a mão e deu outro tapa. “Bati em você sim, Daniela. Na vida passada, você causou a morte do meu irmão e da minha mãe. Mesmo que você não tivesse voltado à vida com as lembranças do passado, eu ainda assim te mataria.”
Um tapa jamais seria suficiente para aliviar o ódio de outra vida.
Estefânia agarrou o cabelo de Daniela.
Arrastou-a do banheiro até o corredor.
Apertou, torceu, deu mais tapas.
Sempre que alguém passava por perto,
Daniela fingia pedir clemência, chorando de forma comovente.
As pessoas não conseguiam entender o que Estefânia estava fazendo.
Murmuros se espalhavam.
Naquele momento, Caio também presenciou tudo da sombra.
Ele estava prestes a se aproximar para perguntar, quando um homem de costas levantou a mão e o impediu. “Vai aonde?”
“Senhor Rodrigues, parece que a senhora e Daniela tiveram um desentendimento…” Ele coçou a cabeça, confuso. “É estranho, as duas nem se conheciam antes, não é a primeira vez que se encontram?”
Péricles não respondeu.
Seu olhar se tornou sombrio.
“Fique atento, não deixe Estefânia sair prejudicada.”
Caio: …Hã????
Daniela viu Caio.
Pediu socorro com um olhar suplicante.
Caio a olhou por um instante, depois se virou para acompanhar os passos de Péricles, indo conversar sobre negócios com o presidente de uma certa empresa.
Ela ficou atônita.
O que estava acontecendo?
Ele não deveria avisar Péricles imediatamente, para que viesse repreender Estefânia por seu comportamento?
“Ca…”
Antes que terminasse a frase,
Estefânia a empurrou de novo, dando-lhe mais alguns tapas.
Estefânia sentiu-se satisfeita.
Daniela não se rendeu. “Se tem coragem, me mate na frente do Péricles. Eu sou a doadora de sangue da mãe dele. Se eu morrer, ela morre também, e ainda mais cedo do que na vida passada. Você sabe o quanto ele ama a mãe. Bata, vai, bata.”
Estefânia franziu a testa.
Ainda teve que ouvir a provocação.
“Daniela, já que está implorando para apanhar, então aguente.”
Estefânia levantou-se.
Começou a chutar Daniela no chão.
Não se importou com quais áreas eram vitais ou não.
Chutou sem piedade.
Onde acertasse, acertou.
Logo, Daniela já não reagia.
Caio, que chegou às pressas, finalmente interveio e afastou Estefânia. “Senhora, acalme-se, se isso acabar em tragédia não será bom. Vou levar ela para baixo, dar uma lição. Por favor, tente se acalmar.”

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