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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 179

O celular nas mãos de Caio tornou-se desconfortavelmente quente.

Do outro lado da linha, Beatriz ainda aguardava ansiosa. “Caio, o Sr. Rodrigues pode atender ao telefone? A Sra. Moreira não conseguiu encontrá-lo em nenhum lugar, e a polícia também não tem notícias. Se algo acontecer, o que será que vamos fazer?”

“O Sr. Rodrigues ainda precisava resolver assuntos importantes. Em breve eu retorno para você.” Caio desligou o telefone.

Em seguida, saiu correndo atrás de Péricles.

“Caio, alô? Alô… Vocês não podem simplesmente ignorar a situação…” Beatriz ouviu apenas o sinal mudo do telefone.

Sentiu-se desesperada, sem forças para chorar.

Depois do divórcio, será que realmente não se importavam mais?

Agora, a pessoa estava desaparecida.

Mesmo que não sentisse compaixão por Estefânia, aquela criança ainda fazia parte da família Rodrigues.

Como alguém poderia ser tão insensível?

Agora, para quem ela deveria pedir ajuda?

……

Estefânia abriu os olhos e, ao ver Daniela, não se surpreendeu nem um pouco.

Desta vez, não havia sido levada para um lugar remoto e isolado.

Péricles a mantinha presa em seu grande apartamento.

O imóvel era espaçoso, bem iluminado, e havia um vaso de jasmim sobre o parapeito da janela.

O aroma suave se espalhava levemente pelo ambiente.

Estefânia tentou se mover.

Só então percebeu que seu corpo estava coberto de explosivos com temporizador.

Daniela estaria mesmo disposta a matá-la numa área tão movimentada?

Estefânia abaixou o olhar para os explosivos pesados.

O poder de destruição parecia considerável.

Provavelmente seria capaz de destruir de três a cinco andares do prédio.

As vítimas certamente não se resumiriam somente a ela.

“Estefânia, não esperava por isso, não é? Você caiu de novo nas minhas mãos.” Os olhos de Daniela estavam fundos, o rosto coberto de manchas vermelhas, e a voz rouca, quase irreconhecível. “Desta vez, você não terá tanta sorte.”

“Acho que você está se vingando da pessoa errada.” O olhar de Estefânia expressava uma calma inesperada. “Daniela, olha só para você, nem viva, nem morta. Quem te fez chegar a este ponto? Fui eu?”

Daniela sabia melhor do que ninguém.

A responsável por ela ter acabado assim era Péricles.

Daniela curvou o corpo.

Puxou uma cadeira e sentou-se em frente a Estefânia.

O olhar fixo lembrava o de uma bruxa montada em vassoura.

Com serenidade, Estefânia sustentou o olhar e questionou: “Que tipo de pessoa ele é?”

“Ele é alguém sem nenhum limite moral, é um pervertido, ele foi responsável pela morte do meu amado. Por que uma pessoa dessas ainda está viva, por quê…”

Daniela sentiu-se injustiçada.

Não pretendia mais viver, já não via sentido algum.

Mas também não deixaria Péricles impune.

Ela sabia que Péricles amava Estefânia.

Queria que ele sentisse na pele o que era ver a pessoa amada morrer diante dos próprios olhos.

“Estefânia, desta vez, ninguém virá te salvar. Leonel não virá, Péricles muito menos. Vamos partir juntas, talvez no caminho encontremos Horácio. Terei vingado sua morte, e ele ficará muito feliz.”

“Na travessia, eu te faço companhia, assim você não estará sozinha. Afinal, a vida de todos tem valor, a sua não é mais preciosa do que a dos outros.”

Estefânia permaneceu calma.

Na vida passada, ela havia ajudado Daniela a sair de Maravilha Azul, mas Daniela acabou sendo violentada e assassinada, morrendo de forma trágica.

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