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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 150

Ela caminhava de cabeça baixa, sem dar qualquer resposta à explicação dele.

Ele apertou suavemente a mão dela e também permaneceu em silêncio.

……

Parecia que os dias haviam voltado a ser como antes.

Só que ele já não tinha tanta pressa em vê-la. Na maioria das vezes, ficava até tarde na empresa, participando de compromissos sociais sem parar e frequentemente voltava para casa com cheiro de álcool.

Estefânia continuava como antes.

Cuidava dele, ajudava-o a tomar banho e pedia para Gabriela preparar sopa para curar a ressaca dele.

Era como se nada tivesse mudado.

Mas, ao mesmo tempo, tudo havia mudado.

O convite para a festa de noivado de Leonel e Noelia chegou à casa deles.

Gabriela entregou o convite a Estefânia, dizendo: “A família Carneiro enviou alguém especialmente para entregar, pediu que a senhora e o senhor comparecessem, sem falta.”

Estefânia observou o convite branco com letras douradas em relevo.

Lembrou-se da vida passada, quando ficou noiva de Péricles.

A cidade inteira comentou sobre o acontecimento.

Aquele noivado parecia mais uma festa de proporções épicas.

A celebração durou três dias e três noites.

A imprensa de Maravilha Azul descreveu o sentimento de Péricles por ela como o amor da vida inteira dele.

Num piscar de olhos, tudo havia mudado.

Péricles entrou com uma grande caixa nos braços e olhou para Estefânia.

“O convite chegou?”

Estefânia assentiu. “Sim.”

“Esta é a roupa de festa que pedi para fazer especialmente para você. Use esta amanhã.” Péricles entregou o vestido a Estefânia.

Era uma peça artesanal de um designer renomado.

O tamanho seguia as medidas antigas dela.

Mas era bonita demais; se usasse aquilo no evento, certamente ofuscaria a noiva.

“Não gostou?” Ele olhou para o espelho, vendo o rosto franzido da mulher.

Estefânia concordou com a cabeça. “Não é muito adequada. Vou escolher um vestido mais simples, está tudo bem.”

Ele interpretou que Estefânia estava rejeitando.

Achava que tudo o que ele dava, ela não gostava.

Ela queria humilhá-lo daquela forma.

“Se não serve, corte então.” Péricles olhou para Gabriela e disse friamente: “Gabriela, traga a tesoura.”

Gabriela se assustou.

Aquele vestido custava, no mínimo, centenas de milhares.

Embora Péricles fosse rico, não precisava desperdiçar daquele jeito.

Era um desperdício terrível.

“Gabriela, limpe isso.”

“Sim.”

Estefânia virou-se e caminhou para o quarto.

Péricles a seguiu com passos largos.

Assim que chegou à porta, ele a pressionou contra o batente e a beijou.

O beijo trouxe consigo o cheiro de álcool e a raiva dele.

Estefânia detestava ser forçada daquela maneira.

Instintivamente, tentou empurrá-lo, mas ele foi mais rápido e segurou firmemente os pulsos dela. “Estefânia, afinal, o que você quer? É tão difícil assim me tratar bem?”

“Quem está com raiva é você, não eu.” Ela já estava muito calma.

“Diga o que você quer para ser feliz. O que deseja? Carro, casa, diamantes ou estrelas? Basta me pedir, e eu dou.”

Estefânia sorriu.

Sorriu da imaturidade de Péricles.

O dinheiro de fato compra quase tudo.

Mas não compra arrependimento, tampouco aquece um coração já frio e distante. “Péricles, quando eu souber o que quero, eu te aviso.”

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