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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 134

“Você achou que assim ela ficaria feliz?” Leonel franziu a testa. “O que ela precisava era de um amor firme, alguém que a envolvesse nos momentos de maior fragilidade e lhe desse segurança. Você já fez isso por ela?”

“Preciso mesmo ouvir sermão de você?” Péricles, irritado, empurrou Leonel, fazendo-o cambalear.

Nisso, Giselda passou por ali.

Leonel quase esbarrou nela.

“Você está bem?” Giselda segurou Leonel e, um pouco aborrecida, olhou para Péricles. “Que dia é hoje? Justamente numa data tão importante, você vai arrumar confusão, sem se importar com ninguém? Péricles, será que você pode agir como gente?”

Péricles fechou a cara.

Ele sabia que estava errado.

Logo, virou-se e foi embora.

Giselda sabia que certas palavras não deveriam ser ditas, mas ainda assim esperava que Leonel evitasse confrontos diretos com Péricles.

“Dr. Carneiro, não precisa mais tomar as dores da Estefânia. Ela tem as próprias ideias. Se ela precisar da sua ajuda ou da minha, vai nos procurar. Melhor não complicarmos ainda mais as coisas para ela.”

“Desculpe.” Leonel lamentou o próprio impulso. “A culpa foi minha.”

“Não é questão de culpa ou não. A Estefânia enfrenta muitas dificuldades…” Giselda preferiu não se aprofundar, apenas alertou de forma simples. “…Devemos apenas cumprir o nosso papel.”

“Está bem.” Ele concordou.

A cerimônia de homenagem começou.

Profissionais realizaram o ritual.

Estefânia conduziu Helder, acompanhando todo o rito, já com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Todos fizeram um minuto de silêncio.

O ambiente ficou tomado pela tristeza.

O olhar de Péricles permaneceu fixo no corpo frágil de Estefânia.

Ao mesmo tempo, não pôde deixar de perceber que o olhar de Leonel era ainda mais carregado de emoção do que o seu.

Isso o incomodou.

Naquele momento, precisou suportar esse desconforto.

Mas com Péricles ali, temendo que ele arrumasse mais problemas, perguntou: “Você não se importa, não é?”

“Cuide dela. Eu e o Dr. Carneiro vamos embora.”

Péricles concluiu.

Então puxou Leonel do sofá. “Dr. Carneiro, não precisa ficar aqui incomodando, venha comigo.”

Péricles obrigou Leonel a sair dali.

Assim que passaram pela porta da família Moreira, Leonel empurrou Péricles. “Afinal, o que você quer?”

“Vamos resolver isso numa luta, Leonel.” Péricles tirou o paletó, afrouxou a gravata, retirou-a e jogou de lado. “Não fuja e nem pegue leve.”

“Você tem certeza que quer brigar comigo justo hoje?” Leonel achou infantil. “Existem muitas formas adultas de resolver problemas, Péricles. Não somos mais crianças.”

Péricles, com o olhar carregado, encarou-o. “Para quem vive tentando tomar minha esposa, só resta o jeito mais bruto de resolver.”

“Que pena, não sou bruto. Não posso entrar na sua loucura.” Leonel não quis alimentar a briga e caminhou direto para seu carro. “Péricles, briga nenhuma resolve coisa alguma. Se você quer reconquistar Estefânia, aqueça o coração dela, faça ela sentir seu amor de verdade. Homem não precisa provar força para outro homem.”

“Está com medo, Leonel? Você nunca foi tão covarde.” Péricles disse, meio sorrindo, meio desdenhando.

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