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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 130

Ela sentiu ódio pela amante.

Estefânia percebeu que o semblante de Rosana mudou.

Ela supôs que aquela mulher se lembrava do marido infiel.

“Senhora, hoje em dia essas moças são terríveis. Quando veem um homem com dinheiro, são como tubarões sentindo o cheiro de sangue. Não querem nem saber se o homem tem família, esposa ou filhos. Não têm nenhum limite, infelizmente isso virou algo comum.”

“Mas, ela fingir esse amor eterno na sua frente, honestamente, é difícil de acreditar...” Estefânia levou a xícara de café à boca com elegância e tomou um gole delicado. “...Falando francamente, ela está se aproveitando do falecido. Enquanto lamenta a morte do seu filho na sua presença, ela finge ser apaixonada, finge ser uma nora dedicada, mas na verdade... com o meu marido...”

Estefânia baixou ainda mais a voz, suspirando com resignação. “...Já estavam esperando um filho.”

“O quê? Já estavam esperando um filho?” Rosana arregalou os olhos, incrédula.

Estefânia assentiu levemente e, mantendo a postura serena, apertou os lábios. “Mas Deus foi justo, acabei interrompendo a gravidez.”

“Fez muito bem, mulher desse tipo não merece ter filho nenhum.” Rosana apertou a xícara de chá com força e a esvaziou de uma vez. “E eu, que ainda pensava que ela amava de verdade o nosso Henrique. Ela é mesmo uma excelente atriz. Não é à toa que sempre que vinha me ver, estava cheia de joias, toda arrumada. Suja, muito suja.”

“Senhora, vejo que a senhora é uma pessoa sensata.” Estefânia fingiu enxugar uma lágrima no canto do olho, demonstrando uma tristeza forçada. “Agora que Daniela perdeu o bebê, está se recuperando no hospital. Se ela melhorar, vai tentar enganar a senhora de novo e continuar se envolvendo com meu marido. Eu realmente não consigo aceitar isso.”

Estefânia tirou um envelope grosso da bolsa.

Empurrou-o suavemente até Rosana.

“Senhora, sei que a senhora também sofreu com as mentiras dela. Somos companheiras de infortúnio. Só gostaria de pedir que a senhora conversasse com Daniela, para que ela pare de destruir minha família.”

Rosana olhou rapidamente para a espessura do envelope.

Estimou por alto a quantia que havia dentro.

Logo os olhos dela brilharam.

Para ela, dinheiro tinha um poder de sedução absoluto.

“Essa nora eu não posso mais aceitar, mas ela me fez de boba, isso eu também não vou engolir.” Rosana pegou o envelope e o guardou na própria bolsa. “Senhora, eu nunca suportei mulher que rouba homem dos outros. Pode ficar tranquila, vou falar com ela agora mesmo.”

Por coincidência,

Na movimentada Avenida Maravilha Azul, uma cena de exposição pública da amante acontecia.

Um homem de meia-idade, bem-sucedido, uma jovem com as roupas desalinhadas, a esposa legítima furiosa e familiares transtornados.

Gritavam, se empurravam, se insultavam, choravam...

O tumulto era constante.

“Ouvi dizer que esse homem só conseguiu prosperar por causa da família da esposa. O pai dela mal faleceu e ele já saiu desfilando com a amante. Que sujeito desprezível.”

“Sabe o que é uma esposa legítima? É aquela que estava do seu lado na dificuldade. Agora, pra aproveitar a boa vida, ele troca de mulher.”

“Você ouviu o que ele disse? Falou que ele e a amante vivem um amor verdadeiro. Meu Deus, ele já passou dos quarenta, e a garota não deve ter nem vinte. Ele poderia ser pai dela, que amor verdadeiro que nada, isso é nojento.”

“Homem é tudo igual, só pensa em mulher nova. E a esposa ainda está grávida... Você viu? Ele empurrou a mulher no chão. Esse cara não presta. Coitado do bebê, não sei se vai sobreviver.”

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