Helder e Adriana receberam a notícia do acidente de Marcelo.
No mesmo instante, correram para o hospital.
“Estefânia, o que aconteceu com o Marcelo? Como ele sofreu outro acidente?” Adriana segurou a mão de Estefânia, e sua palma estava completamente suada de nervosismo.
Estefânia não conseguiu explicar.
As lágrimas caíam sem parar.
Tinha perdido toda a capacidade de decisão.
O tempo parecia correr enlouquecido, mas ao mesmo tempo, parecia ter parado.
Se pudesse escolher.
Preferiria ter morrido em uma vida anterior, pelo menos sua família estaria segura, saudável, e não como agora.
“Mãe, foi um caminhão desgovernado que atropelou o Marcelo, me perdoa mãe, eu… eu estava do outro lado, mas não consegui fazer nada…”
Estefânia sentiu-se profundamente culpada.
Se não fosse o semáforo.
Talvez o carro dela tivesse parado na frente do Marcelo.
Mesmo que o caminhão viesse, o carro dela pelo menos poderia ter absorvido parte do impacto.
O destino era assim.
Colocou todo o sofrimento justamente sobre o irmão que ela mais amava.
“Não, não foi sua culpa, se for para culpar alguém, que seja o responsável pelo acidente.” Adriana olhou ansiosamente para a sala de emergência. “Faz quanto tempo que ele entrou? Quando vai sair? Só quero que ele sobreviva.”
Ninguém sabia se Marcelo conseguiria escapar daquele perigo.
Todos temiam imaginar o pior.
Estefânia segurou a mãe delicadamente.
A luz da sala de emergência finalmente se apagou.
O médico saiu de lá, exausto, com expressão grave.
“Doutor, como está o meu irmão?”
“Desculpe, fizemos tudo o que podíamos. Se vocês quiserem falar algo, entrem e digam a ele agora…” As palavras do médico soaram como uma sentença de morte.
Nenhum deles conseguia aceitar essa realidade.
Helder e Adriana choraram copiosamente naquele momento.
“Marcelo…”
“Marcelo.” Estefânia, ao ver o rosto pálido do irmão na maca, chorou alto. “Marcelo, não vai embora, por favor? Se você for, como vamos viver? Marcelo, resista, não nos abandone, por favor?”
Marcelo usou toda a força que tinha para esboçar um sorriso. “Irmã chorona, quando eu morrer, lembre de me mandar uma mountain bike, prometi aos meus amigos que, no próximo passeio de primavera, vou aparecer com uma bike incrível, vai ser demais… cof, cof…”
Marcelo cuspiu sangue.
Estefânia, nervosa, limpou o sangue e assentiu, “A irmã vai te comprar a melhor mountain bike, com certeza, com certeza.”
“Pai, cof, cof, pai…” Marcelo estendeu a mão trêmula, Helder segurou-a com o coração despedaçado. “Marcelo, tem algo que quer dizer ao pai?”
“Pai, cuide bem da mamãe por mim. Agora eu vou embora primeiro, me desculpe por fazer vocês passarem por isso, por verem o filho partir antes dos pais. Não fiquem tristes por mim. Papai, você e a mamãe fiquem bem, com saúde…”
“Papai promete.” Helder chorava convulsivamente.
Sentiu como se o coração tivesse sido arrancado do peito.
Aquela ferida jamais cicatrizaria nesta vida.
Marcelo olhou fixamente para o teto, com o olhar vazio.
Cuspiu mais sangue…
“Marcelo, não vá, Marcelo…” Estefânia abraçou o irmão, sentindo o calor do corpo dele. “…Marcelo, a irmã prometeu que, quando você melhorasse da perna, ia te levar para conhecer a Europa. Você disse que queria fazer um pedido na fonte dos desejos, não pode faltar com sua palavra.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte dele Chega Antes do Divórcio?