Aurora sentou-se no sofá, esfregou as têmporas doloridas, fechou os olhos para descansar um pouco e, em seguida, abriu os olhos e pegou o celular.
Uma cólica forte atingiu seu estômago, e ela franziu a testa de dor.
Assim que abriu o aplicativo de entrega de comida, uma sombra se projetou atrás dela.
— Você não disse que já tinha comido? — A voz grave e envolvente do homem soou no ouvido de Aurora.
Aurora levou um susto e virou-se abruptamente, com os cabelos roçando na bochecha dele.
Diante dela estava o rosto inigualavelmente bonito do homem, ampliado, com seus olhos insondáveis a encarando fixamente.
A distância entre os dois era muito curta, tão curta que Aurora podia ver claramente o próprio reflexo nas pupilas de Valentino.
O nariz dela foi invadido pelo perfume frio e único do homem; era suave e muito agradável.
Percebendo que haviam ultrapassado a distância social normal, Aurora moveu o corpo rapidamente, afastando-se de Valentino.
Ela franziu as sobrancelhas e seu rosto esfriou. — Sr. Monteiro, por favor, comporte-se.
Ela não havia gostado do contato tão próximo de agora há pouco.
Valentino endireitou o corpo, sentou-se de frente para ela sem pressa e apontou para a comida fumegante na mesa de jantar.
— É a comida do Restaurante Belle Escale. Prove e veja se gosta.
— Não precisa, eu posso pedir comida por aplicativo.
— Tudo bem. A entrega vai demorar pelo menos meia hora. Fique passando fome, então. — Valentino ergueu levemente as sobrancelhas.
Ao ouvir isso, o dedo de Aurora, que deslizava pela tela, parou.
Era verdade.
A entrega mais rápida levaria pelo menos meia hora para chegar.
As cólicas no estômago pioraram. Ela levou uma das mãos à barriga e pressionou com força, tentando aliviar a dor.
Ela apertou os lábios e fez o pedido em silêncio.
Valentino a observou por um tempo. A mulher mantinha os lábios vermelhos apertados, e seus olhos límpidos estavam cheios de teimosia.

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