— Tudo bem, a mamãe com certeza vai voltar mais cedo amanhã para ficar com você.
A porta do quarto se abriu.
Aurora virou a cabeça para olhar e a primeira coisa que viu foi o rosto inigualavelmente bonito do homem. A camisa dele estava com dois botões abertos, revelando as clavículas.
— Doutor, examine-a. — Valentino viu que Aurora havia voltado e ergueu levemente as sobrancelhas.
O médico caminhou até a beira da cama.
Aurora levantou-se abruptamente, com o rosto cheio de tensão. — Aconteceu alguma coisa com a Beatriz durante o dia? Por que ela precisa ser examinada?
— Não foi nada. — Os dedos longos e elegantes de Valentino agarraram o pulso de Aurora, esfregando-o suavemente.
Aurora sentiu um aperto no pulso e, ao perceber que era a mão de Valentino, soltou-se rapidamente.
Beatriz, por outro lado, estava bem calma e respondeu pacificamente às perguntas do médico.
Cerca de dez minutos depois, o médico olhou para Valentino e Aurora.
— A paciente está consciente e pode retirar o respirador. No entanto, se ela apresentar aperto no peito ou qualquer outro desconforto, o respirador deve ser colocado imediatamente.
— Certo. — Valentino assentiu com frieza.
O médico saiu do quarto. Aurora olhou para Valentino e abaixou a voz, não querendo que Beatriz ouvisse.
— O que aconteceu exatamente?
— Mamãe, fui eu que quis me sentar, então pedi para o Tio Valentino perguntar ao médico se eu podia tirar o respirador.
A expressão de Aurora ficou constrangida por um instante, e ela desejou poder encontrar um buraco no chão para se esconder.
Ela levantou a cabeça, encontrou o olhar provocador de Valentino e desviou os olhos, desconfortável.
Valentino a encarou com um olhar sombrio por um tempo antes de desviar a atenção.
Uma enfermeira entrou logo depois e retirou o respirador de Beatriz. Por precaução, o aparelho foi deixado dentro do quarto.
Aurora tinha uma expressão tensa. — Beatriz, você está sentindo algum desconforto?

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