No dia da festa de noivado.
Helena usava um vestido longo de festa vermelho, e seu cabelo e joias claramente tinham sido escolhidos com muito cuidado.
Ela desceu as escadas com um sorriso no rosto, mas ao ver que só Tiago Monteiro estava lá embaixo, o sorriso diminuiu, e sua voz soou com um traço de frieza.
— Tiago, cadê o seu irmão?
— O meu irmão foi para a empresa. — Tiago olhava fixamente para a tela do celular, com as mãos se movendo rapidamente.
— Mãe, a festa de noivado é do meu irmão, se ele mesmo não vai, eu também não vou.
— Você tem que ir!
Tiago soltou um lamento e, sem escolha, subiu para trocar de roupa.
Helena foi até o quarto de Dona Maíra, viu que ela estava distraída olhando para as plantas e disse baixinho: — Mãe, hoje é o dia do noivado do Valentino, venha com a gente.
— Não vou. — A voz de Dona Maíra não teve nenhuma alteração.
Helena suspirou; a velha senhora nunca gostou de Isabel, então não ir já era uma resposta esperada.
A família de Isabel estava esperando na porta do salão de festas. Ao verem Helena e Tiago chegarem, o Sr. Duarte e a Sra. Duarte se apressaram para recebê-los.
— Sra. Monteiro... — A Sra. Duarte mal abriu a boca e foi interrompida pelo Sr. Duarte.
— Que Sra. Monteiro nada! Vamos ser parentes em breve, pode me chamar de consogra. — O Sr. Duarte sorriu de forma bajuladora. — A nossa Isabel conseguir ficar com o Valentino é uma bênção para ela.
Helena já estava acostumada a ser bajulada; embora tivesse concordado que Isabel ficasse com Valentino, no fundo ela ainda desprezava os pais de Isabel.
Mas ela ainda foi educada: — A Isabel é ótima, se o nosso Valentino for negligente em alguma coisa no futuro, espero que vocês sejam compreensivos.
— De jeito nenhum. — O Sr. Duarte balançou as mãos repetidamente.
Mesmo que Valentino realmente fosse negligente, ele não teria coragem de culpá-lo.

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