— A Beatriz é bem fofa.
As palavras de Valentino caíram como um trovão, deixando Helena e Isabel completamente atordoadas.
O rosto branquinho e fofo de Beatriz apareceu na mente de Helena, e os cantos de sua boca se ergueram levemente.
Embora ela não gostasse de Aurora, a criança era realmente fofa.
Isabel ficou paralisada no lugar, como se tivesse caído no gelo, sentindo‑se gelada da cabeça aos pés, sem nenhum calor no corpo.
Ela não esperava que Valentino, por causa de Aurora, fosse capaz de aceitar até mesmo a filha de outro homem!
Onde afinal ela perdia para Aurora?
Valentino preferia casar com uma mulher divorciada e com filha a casar com ela.
Um brilho cruel passou pelos olhos de Isabel, ela mordeu o lábio inferior com força, e o gosto de sangue enferrujado se espalhou por sua boca.
Mas ela parecia não perceber.
Helena conteve o sorriso, deu um tapa forte nas costas de Valentino e disse severamente: — Valentino, você enlouqueceu? Você quer criar a filha de outra mulher?!
Valentino soltou um grunhido, franziu as sobrancelhas escuras: — Mãe, não fale coisas tão feias.
Helena ficou com o coração disparado de raiva pela atitude desleixada dele, e suas têmporas latejavam.
— Eu te aviso, a menos que eu morra, a Aurora e a filha dela nunca vão entrar na família Monteiro!
— Beleza. Então eu vou morrer sozinho e a família Monteiro vai ficar sem nenhum herdeiro. — Valentino disse isso, ignorou o rosto lívido de Helena e se virou para sair.
Isabel viu que Valentino estava decidido a ficar com Aurora, não aguentou mais, seu rosto ficou cinzento, ela caiu no chão desolada e chorou sem conseguir respirar.
Helena olhou para as costas de Valentino indo embora, tremendo de raiva.
Seus lábios tremiam e ela não conseguia dizer uma palavra.
Aurora, que já havia partido, não viu a discussão entre Valentino e Helena, nem a cena de Isabel chorando sem parar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta