Ela ficou ocupada com isso até as onze horas.
Quase todos os convidados já haviam chegado, mas Valentino ainda não tinha aparecido.
A Sra. Duarte não pôde deixar de se preocupar, foi até Helena e perguntou baixinho: — Sra. Monteiro, o Valentino ainda não terminou de resolver as coisas?
Embora o Sr. Duarte dissesse que depois de hoje eles seriam consogros, a Sra. Duarte sentia que a festa de noivado não terminaria bem.
— Ele já está a caminho, chega daqui a pouco. — Helena virou a tela do celular para baixo e rapidamente abriu um sorriso.
Se olhasse com atenção, daria para ver que o sorriso era um pouco forçado.
— Certo, então fico mais tranquila, vou ver como a Isabel está. — A Sra. Duarte subiu as escadas.
Helena acenou para Tiago e sussurrou algumas palavras no ouvido dele.
— Mãe, isso não é legal, né? — Tiago hesitou.
— Sem conversa! Faça o que eu mandei! — Helena o encarou e deu um tapa sem dó no ombro dele.
Tiago esfregou o ombro e ligou para Valentino.
— Irmão, vem depressa! A vovó desmaiou! Ela não para de gritar o seu nome!
Valentino ouviu a voz aguda de Tiago e deu uma risadinha.
Tiago ouviu a risada do irmão, percebeu que havia sido descoberto, coçou o nariz e simplesmente contou a verdade: — Irmão, a mãe mandou eu te ligar, disse que você tem que vir para a festa de noivado de qualquer jeito.
— Não conta pra mãe que eu te falei isso.
— Entendi. — Valentino desligou o telefone e continuou trabalhando.
Tiago mal tinha terminado a ligação com Valentino e Helena já veio atrás: — O que o seu irmão disse?
— Hum... ele não disse se vem ou não. — Tiago falou de forma vaga.
Ele não estava mentindo.
O irmão dele realmente não tinha dito se vinha ou não.
Helena falou com firmeza: — O seu irmão adora a sua avó, ele com certeza vai vir.

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