Heloísa lembrou da sensação de asfixia de ter o pescoço apertado com força no dia anterior, balançou a cabeça freneticamente e se recusou a voltar de qualquer jeito.
Ela agarrou o braço de Valentino com as duas mãos: — Eu quero ficar com você.
Valentino olhou para as mãos dela e não disse nada.
Rafael e Pietra passavam os dias procurando Flávia ansiosamente.
No terceiro dia de buscas por Flávia.
Pietra rasgou um pedaço de pano da roupa de Flávia e correu apressada até Rafael.
— Rafael, olhe, é a roupa que a Flávia estava usando quando caiu na água, será que ela... será que ela morreu?
— Que absurdo! — O corpo de Rafael balançou, parecendo profundamente abalado: — A Flávia não pode ter morrido assim! Eu tenho que encontrá-la.
— Mas já estamos procurando há três dias, e a Flávia não sabe nadar, ela... — Pietra cobriu o rosto e chorou.
Valentino ouviu o barulho, aproximou-se rapidamente e arrancou o pedaço de pano da mão dela.
Havia emoções complexas no fundo de suas pupilas escuras, seus dedos apertavam o pedaço de pano com força, e as veias de suas mãos saltavam.
As têmporas dele latejavam, e uma atmosfera pesada saía de seu corpo.
Heloísa sorriu secretamente em um ângulo que ninguém podia ver.
Flávia, esse é o resultado de se opor a mim!
Um momento depois, ela caminhou em direção a Valentino com passos desordenados e o rosto cheio de incredulidade.
— Impossível, impossível, a Flávia não pode morrer, ela é minha irmã...
— Não, não, não... isso não é verdade, mesmo que você tenha me empurrado na água, eu não queria que nada acontecesse com você. Se você pudesse voltar a viver, eu trocaria a minha vida pela sua...
Heloísa estava desolada, parecendo realmente se importar com a morte de Flávia.
Pietra ficou pasma, Heloísa atuava melhor do que ela.
Alguém se aproximou de Valentino e perguntou hesitante: — Sr. Monteiro, ainda vamos procurar?

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