— Chegamos. — Ricardo Rocha parou de andar.
— Obrigado, Sr. Rocha. — Rafael agradeceu.
Ricardo Rocha acenou com a mão e foi embora.
Rafael e Pietra entraram na ponta dos pés, encontraram um quarto qualquer e, com medo de que Heloísa descobrisse, nem acenderam a luz.
Pietra vestiu a roupa que Flávia usava quando caiu na água. Como ela e Flávia tinham aparências diferentes, ela jogou os cabelos longos para a frente, cobrindo o rosto.
Meia-noite.
Heloísa saiu do quarto meio sonolenta, Pietra ouviu o barulho e abriu a porta em silêncio.
Ela caminhou até trás de Heloísa e apertou o pescoço fino dela com as duas mãos.
Heloísa tremeu de susto, e o copo que ela segurava caiu no chão fazendo um barulho alto.
Uma dor forte veio de seu pescoço, e ela de repente se lembrou das palavras de Pietra.
Será que o fantasma de Flávia realmente tinha vindo buscar a vida dela?
— Me desculpe... Flávia... eu... não foi de propósito...
Com a garganta apertada, sua respiração diminuiu de repente, e a tosse violenta tornou difícil até mesmo falar.
— Heloísa, foi você que me matou! Eu vou te levar para o inferno comigo!
Pietra imitou a voz de Flávia e sussurrou no ouvido de Heloísa, aumentando a força nas mãos.
Heloísa, em estado de choque, não reconheceu a voz de Pietra.
Seus olhos se encheram de lágrimas, e seu rosto e pescoço ficaram vermelhos por causa da asfixia.
Ela usou toda a sua força para tentar tirar as mãos de seu pescoço.
Pietra era muito forte, Heloísa não era páreo para ela.
Heloísa não conseguia se soltar de jeito nenhum, e ao abaixar os olhos, viu um pedaço de roupa.
Era a roupa que Flávia usava quando caiu na água!
De repente.
Seu corpo ficou sem forças de tanto medo, suas mãos caíram frouxas ao lado do corpo, e ela não tinha mais forças para lutar.

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