Valentino voltou para Santa Mônica e foi direto para o Grupo Monteiro.
A empresa estava vazia no meio da noite, e a escuridão preenchia cada canto.
O escritório do presidente estava escuro, apenas um ponto vermelho piscava atrás da mesa.
Pouco tempo depois, o cinzeiro sobre a mesa já estava cheio de pontas de cigarro.
Valentino sentiu uma cólica forte no estômago, levantou a mão e apertou com força, não podendo deixar de franzir a testa.
A dor não aliviou nem um pouco, pelo contrário, piorou.
Gotas de suor apareceram em sua testa e escorreram por sua mandíbula bem definida.
Ele curvou o corpo e deitou-se sem forças sobre a mesa, completamente desleixado, algo muito raro para ele.
O céu começou a clarear.
Valentino endireitou o corpo, pegou um lenço de papel para enxugar o suor da testa e se levantou apoiando as mãos na borda da mesa.
A camisa branca em suas costas estava encharcada de suor, e ele caminhou com passos fracos até a sala de descanso.
Dez minutos depois.
Valentino vestiu um terno bem cortado, uma camisa cara e calças de terno bem passadas.
Seu cabelo preto estava perfeitamente penteado, e a aura fria ao seu redor estava ainda mais forte do que antes.
Ele abriu a gaveta e viu a caneta de jade lá dentro, e sua expressão ficou atônita por um momento.
Ele pegou a caneta e seus dedos a acariciaram levemente.
Um momento depois, ele começou a lidar com a montanha de documentos acumulados na mesa.
Ao ouvirem a notícia de que Valentino havia voltado, Arthur Mendes e Otávio Lima não paravam de ligar para ele.
Valentino olhou e desligou sem hesitar, depois desligou o celular.
Vicente atendeu a ligação de Otávio Lima e disse confuso: — O Sr. Monteiro está no escritório, por que o celular dele estaria desligado?
— Certo, vou entrar e perguntar para você.
Ele desligou o telefone e entrou no escritório do presidente.
Assim que pisou no escritório do presidente, sentiu um calafrio pelo corpo.

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