Toda a bagagem dela estava no hotel, e ela não tinha nada consigo além de um celular.
— Ah, Rafael, não se esqueça de pegar o meu celular de volta com o Valentino.
Ouvindo o lembrete de Flávia, Rafael concordou: — Eu sei.
Flávia trocou de celular e, por segurança, mudou o número antigo e o WeChat.
Os três entraram no carro e foram para o aeroporto.
— Flávia, vou sentir a sua falta todos os dias. — A voz de Pietra estava embargada.
— Eu também. — Os olhos de Flávia ficaram vermelhos, ela se virou e acenou de costas para eles.
Ela embarcou sozinha.
Valentino, qual será a sua expressão quando souber da notícia da minha morte?
Você vai se arrepender de não ter me salvado?
Você vai sentir um pouco de culpa por mim?
Mas eu não me importo mais.
Rafael e Pietra procuraram um hotel para descansar um pouco.
Eles só voltaram para a Vila das Pontes no final da tarde.
Rafael olhou ao redor, não encontrou Valentino e olhou para Ricardo Rocha.
— Onde está o Sr. Monteiro?
— O Sr. Monteiro estava muito cansado, ele voltou para descansar um pouco. — Ricardo Rocha explicou.
Rafael assentiu.
Pietra disse com ódio: — A Flávia só sofreu o acidente por causa dele, e ele ainda consegue dormir, não tem um pingo de consciência.
Falando no diabo, ele aparece.
Valentino se aproximou vestindo roupas casuais pretas, com olheiras escuras, claramente sem ter descansado bem.
— Sr. Monteiro, me dê o celular da Flávia. — Rafael estendeu a mão para Valentino.
Valentino olhou fixamente para ele por um momento e tirou o celular branco de Flávia do bolso.

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