Rafael não olhou para o rosto dos dois e ajudou Flávia a caminhar em direção ao elevador.
— Minha mãe preparou pratos especiais e os camarões que você mais gosta. Coma bastante hoje à noite.
— Certo, eu vou. — A voz da mulher era suave.
A conversa deles foi trazida pelo vento e chegou aos ouvidos de Valentino e Dona Helena.
Dona Helena, com o rosto cheio de raiva, apontou para as costas de Rafael e Flávia e questionou Valentino com severidade.
— Qual é a relação da Flávia com o Rafael? A Flávia de repente quis se divorciar, será que ela já estava te traindo faz tempo?
Saindo do banheiro, Tiago também viu as costas de Flávia e Rafael.
Ele se aproximou surpreso e perguntou a Valentino com dúvida: — Irmão, a Flávia não te amava mais que tudo? Por que ela foi embora com outro homem?
— Não é à toa que circulavam boatos sobre algo entre Rafael e Flávia. Parece que eram verdade.
Ele falou sozinho. Das dez vezes que Flávia vinha ao hospital, em metade delas era Rafael quem a trazia e buscava, então não era estranho que ele pensasse assim.
Ao ouvir isso, o rosto de Dona Helena ficou ainda pior. Ela trincou os dentes: — E eu ainda queria dar uma compensação para ela. Pelo visto, ela já tinha traído o Valentino há muito tempo.
Valentino franziu os cantos dos olhos. A temperatura ao seu redor caiu e ele não respondeu.
Ao meio-dia do dia seguinte.
A enfermeira da UTI saiu e olhou para o grupo de Valentino.
— Como está a situação da vovó? — Tiago perguntou, nervoso e ansioso.
— A paciente está consciente. — A enfermeira perguntou: — Quem é Flávia? A paciente quer vê-la.
Assim que ela terminou de falar, os olhares de Valentino, Dona Helena e Tiago recaíram sobre Flávia.
Os olhos escuros de Valentino não mostravam nenhuma emoção.
Já Dona Helena tinha uma forte cautela no olhar.

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