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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 95

(Ponto de vista de Ryker)

'Se essa for a ideia dela, ela vai levar um belo choque de realidade. Pois vou trancá-la, e com gosto.' Meu lobo resmungou.

'Quero ver fazer isso sem polegares opositores.'

'Cala a boca, você entendeu perfeitamente. Ela já provou que é capaz de escapar e agora está se colocando em perigo.'

'Viu só? Você finalmente está entendendo por que precisamos rejeitá-la. Ela é um perigo para todo mundo!'

'Vai se f*der. Precisamos marcá-la para conseguir rastreá-la, idiota.'

'Então você está disposto a arriscar a vida dela apenas para tentar, é isso?'

Era óbvio que a gente nunca ia concordar nesse ponto... A reclamação dele ainda martelava na minha mente quando eu perdi a paciência de andar sem saber para onde pela floresta. Se ainda existisse alguém burro o bastante para atacar, que tentasse, pois do jeito que estávamos furiosos, não daria nem tempo do cara reagir.

— Kennedy? — Gritei em direção às árvores: — Anda, aparece. Já deu. O Bennet está surtando porque não consegue te achar.

— No fim das contas, é assim que você descobre quem realmente se importa. — Eu me virei imediatamente e quase me embolei nos próprios pés. Por dentro, o coração falhou por um segundo antes de disparar, batendo rápido demais. Então ela apareceu, saindo de trás de um tronco, cercada de arbustos, a menos de dez metros de mim.

— Não! Eles focaram na briga primeiro e só depois vieram atrás de mim, mas eu não tenho como avisar que está tudo bem se não consigo me vincular mentalmente com ninguém! E sabe por quê? Porque você simplesmente se recusa a me aceitar como parte da alcateia. Eu nem sei quem é de dentro e quem não é, essa alcateia é grande demais e você não me dá a chance de aprender. Não faço ideia de quem pode estar tramando algo para chegar até você… Ou até mim. Qualquer um podia ter forçado um dos caras a me chamar, só pra me atrair. Essa não é a minha primeira experiência com sequestro, Ryker.

— Você não vai ter o Jensen na sua escolta.

— Ah, não? Pois se prepare pra engolir as palavras. — Quando os olhos dela se apertaram, eu cheguei a sentir uma presença forte ao redor, mesmo sabendo que isso era coisa da minha cabeça. Afinal, ela era humana.

— Não. Ele não é seu e não vai ser. Vai ser sempre assim agora? Toda vez que eu disser não, você vai insistir achando que vai mudar alguma coisa?

— Não. — Foi só quando ela cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha que percebi a roupa: um short preto minúsculo e uma regata roxa com decote. Enquanto meu lobo praticamente se perdia nela, eu só conseguia ficar cada vez mais incomodado. "A roupa colava no corpo, destacando tudo, expondo além da conta… Era assim que ela se apresentava aos guerreiros nas corridas?"

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