(Ponto de Vista de Elara)
— Se o problema é comigo, então vamos lutar de igual para igual! Eu não uso magia, então para de tentar me acertar com esses malditos raios! Se quer lutar comigo por causa de alguma ofensa imaginária, então vem até aqui e luta de verdade! — Rosnei, cerrando os punhos ao lado do corpo. "Se ela queria culpar minha alcateia, podia vir fazer isso cara a cara, não se esconder atrás de magia roubada!"
O chão ao meu redor tremeu, enquanto um calor subia pelas minhas pernas. Tive vontade de verificar como Ben, Jax e Dev estavam, porém não podia dividir minha atenção. Eu não sabia do que ela era capaz. O que eu sabia era que precisava capturá-la, não matá-la, se fosse possível, pois tinha certeza de que Brianna e Marietta teriam muitas perguntas. Além disso, eu não fazia ideia se ela havia preparado algum feitiço ou armadilha que não pudesse ser desfeito caso morresse. Na posição dela, era exatamente o tipo de coisa que eu faria só para ser uma tremenda filha da mãe.
Então caiu a ficha: Magia roubada. Minha loba tinha dito isso. Ela provavelmente tinha se esforçado para roubar magia, mas não para aprender a usá-la corretamente. Marietta já tinha me contado que ela era impulsiva e nunca tinha paciência para aprender as coisas direito. Uma cabeça-quente arrogante. E, com esse tipo de pessoa eu sabia lidar. Afinal, basicamente todo lobo de patente que conheci na vida era assim.
Logo, senti a vibração de novo. A impressão era de que a Fenda estava respondendo aos meus pensamentos, como se concordasse com eles. Estranhamente, toda aquela magia não me assustava tanto quanto deveria. Talvez fosse por causa da minha mãe. Até porque, existia uma grande diferença entre imaginar que você poderia ser diferente e descobrir que isso era verdade, ainda que tudo estivesse vindo da voz imaginária dela dentro da minha mente.
Dessa vez, não esperei que ela preparasse outro ataque. Me lancei na direção dela com toda a velocidade que tinha, atingindo-a em cheio e a derrubando no chão. "Se eu conseguisse impedir que usasse as mãos, talvez ela não fosse capaz de lançar mais nenhum feitiço contra nós…" Enquanto rolávamos pelo chão, ela conseguiu murmurar alguma coisa entre os dentes, mas enterrei o cotovelo em seu queixo antes que terminasse. Já que estava apostando todas as fichas na ideia de que ela precisava falar para conjurar aquela magia.
Ela acabou invertendo nossas posições e ficou por cima de mim. Então cuspiu sangue no meu rosto. A desgraçada era forte pra caramb*, embora seus movimentos fossem desajeitados e longe de parecer refinados.
— Você está acabada. Assim que eu me livrar de você, a Fenda será toda minha! — Havia algo completamente insano no olhar dela. Suas unhas buscavam qualquer parte exposta do meu corpo, o que me deixava ocupada demais tentando impedir que ela arrancasse meus olhos.
— Você sabe... Que não é assim... Que as coisas funcionam... Né? — Soltei as palavras entre grunhidos enquanto bloqueava os golpes de suas unhas. — Fora que ainda... Não faço ideia... Do que aconteceu... Com seu grupo... Para fazer você... Chegar a esse ponto. — Ela mudou de posição novamente, e eu a atingi com o joelho nas costas antes de arremessá-la para longe.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...